A Federação de Bombeiros do Algarve manifestou preocupação com o impacto do aumento do preço dos combustíveis na sustentabilidade financeira e operacional das associações humanitárias da região.
Segundo a federação, a escalada das tensões internacionais, em particular no Médio Oriente, tem provocado uma subida significativa do preço do petróleo e dos combustíveis na Europa.
Em Portugal, o gasóleo tem vindo a aproximar-se dos 2 euros por litro, refletindo a instabilidade geopolítica e a volatilidade dos mercados energéticos, com impacto direto nas corporações de bombeiros.
A entidade alerta que esta realidade afeta de forma particular o setor, cuja atividade depende da utilização intensiva de viaturas de socorro, ambulâncias e meios de combate a incêndios.
Pressão financeira nas corporações
A Federação recorda que as associações humanitárias enfrentam há vários anos um aumento dos custos operacionais, sem que os apoios públicos acompanhem essa evolução.
No Algarve, a maioria dos corpos de bombeiros assenta numa estrutura associativa e voluntária, garantindo um serviço essencial nas áreas da proteção civil, emergência pré-hospitalar e socorro às populações.
Para ilustrar o impacto, a federação refere que um corpo de bombeiros com consumo médio de 1.000 litros de gasóleo por semana pode enfrentar um aumento de cerca de 24 mil euros por ano apenas em combustível.
Federação exige medidas urgentes
Perante este cenário, a Federação de Bombeiros do Algarve defende a adoção de medidas extraordinárias de apoio, incluindo o reforço de financiamento, mecanismos de compensação e revisão da carga fiscal sobre combustíveis utilizados no socorro.
“O aumento dos combustíveis está a colocar uma pressão financeira muito significativa sobre as associações humanitárias de bombeiros. Não é aceitável que instituições que asseguram um serviço público essencial continuem a suportar custos energéticos desta dimensão sem medidas de compensação adequadas”, afirma Steven Sousa Piedade, presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve.
A entidade alerta ainda para o impacto direto na resposta operacional: “Quando o combustível sobe, os bombeiros não podem parar. As ambulâncias continuam a sair, os incêndios continuam a ser combatidos e o socorro continua a chegar às populações. A diferença é que hoje isso está a custar muito mais às associações humanitárias de bombeiros.”
A posição será comunicada ao Governo e às entidades competentes.
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