Durante os meses mais quentes, é comum encontrar sinais de intervenção nas áreas verdes das cidades, com o objetivo de controlar pragas que afetam tanto a flora como a fauna. Entre essas medidas, uma imagem que pode causar estranheza é um saco preto pendurado numa árvore. Este método, embora simples, tem uma função importante no combate a uma ameaça recorrente.
Saco preto pendurado
Em várias localidades, tanto em Portugal como noutros países europeus, especialmente com a chegada do verão, começam a surgir sacos pretos à volta dos troncos das árvores. Estes sacos funcionam como armadilhas ecológicas e são uma medida para controlar a lagarta do carvalho, uma espécie que se torna especialmente ativa nesta época do ano.
A sua presença em parques e jardins tem vindo a aumentar, levando à necessidade de ações de contenção que não prejudiquem o meio ambiente. O contacto com estas lagartas pode ser prejudicial para pessoas, animais e plantas, daí a importância de evitar a zona onde se encontram os sacos, segundo aponta o Noticias Trabajo.
Estes sacos não devem ser removidos. A sua colocação e manutenção são responsabilidade de profissionais especializados. Caminhar junto às árvores com estas armadilhas também deve ser evitado, por razões de segurança.
Como funciona esta armadilha
A armadilha é composta por um saco preto com uma abertura por onde as lagartas entram, atraídas por feromonas. No interior, existe uma câmara escura onde os insetos ficam presos.
O calor solar aquece o interior do saco, provocando a secagem das lagartas sem recurso a químicos, de acordo com a mesma fonte. Desta forma, evita-se o uso de pesticidas, que podem prejudicar outras espécies e o próprio ecossistema.
Para aumentar a sua eficácia, os sacos são frequentemente reforçados com areia, impedindo que o vento os desloque ou danifique.
Os riscos associados à lagarta do carvalho
Esta lagarta possui pelos microscópicos com propriedades inflamatórias. O simples contacto com a pele pode provocar reações alérgicas, comichão, erupções cutâneas e, em alguns casos, dificuldades respiratórias se forem inalados.
Estes efeitos não afetam apenas seres humanos. Animais domésticos, como cães, podem sofrer consequências graves ao inalar ou tocar nestes pelos durante os passeios.
Em caso de contacto acidental, tal como refere a mesma fonte, é recomendável lavar bem a pele, cabelo e roupa. Se os sintomas persistirem, é aconselhável procurar assistência médica.
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Exemplos de medidas noutros países
Em cidades como Colónia, na Alemanha, esta praga tem tido impacto nos espaços verdes. As autoridades têm adotado estratégias mistas, que combinam fumigações em estradas e armadilhas como os sacos pretos.
A cooperação entre serviços municipais, técnicos ambientais e habitantes tem existido para tentar reduzir os danos causados pela lagarta.
Vantagens dos métodos ecológicos
O uso de armadilhas como os sacos pretos representa uma alternativa sustentável face aos pesticidas. Evita-se assim a contaminação do solo, da água e a destruição de insetos, conforme refere a mesma fonte.
A aplicação de soluções naturais contribui para a preservação da saúde pública, ao mesmo tempo que protege os ecossistemas urbanos. Ao evitar substâncias tóxicas, aumenta também a segurança para quem frequenta os espaços verdes, sejam adultos, crianças ou animais de estimação.
O papel da sensibilização e prevenção
A informação correta e a sensibilização da população são elementos essenciais para o sucesso destas medidas. Saber identificar os sinais da presença da lagarta e respeitar as zonas intervencionadas ajuda a prevenir acidentes, segundo o Noticias Trabajo.
Cabe também às autoridades locais garantir uma comunicação eficaz sobre os riscos e as precauções a tomar. A vigilância contínua permite identificar focos de infestação e agir rapidamente.
Com uma abordagem concertada, é possível minimizar o impacto desta praga sazonal e proteger os espaços verdes que fazem parte do quotidiano urbano.
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