Muitos portugueses têm o hábito de deixar as chaves na fechadura do lado de dentro ao trancar a porta de casa, sobretudo durante a noite. Esta prática, embora pareça reforçar a sensação de segurança, pode tornar-se num risco inesperado. Ao deixar a chave na porta, a pessoa pode dificultar o acesso de familiares, amigos ou serviços de socorro em caso de emergência, comprometendo uma intervenção rápida e eficaz.
Uma falsa sensação de proteção
É comum que a chave fique presa no interior da porta para evitar o incómodo de a procurar ou para garantir acesso rápido, mas especialistas alertam para as consequências que este gesto pode acarretar. De acordo com a Associação Portuguesa de Segurança (APS), deixar a chave na fechadura oferece uma falsa sensação de proteção e pode comprometer a segurança real do lar.
Risco em situações de emergência
Esta prática, apesar de parecer lógica para prevenir a entrada não autorizada por fora, pode dificultar o acesso rápido a quem precisa de entrar em situações de emergência.
Imagine um caso de emergência médica, uma queda ou qualquer situação que impeça a pessoa que está dentro de sair ou abrir a porta. Familiares, amigos ou vizinhos poderão ficar impossibilitados de socorrer a pessoa com rapidez porque a porta, apesar de trancada, não permite ser aberta a partir do exterior se a chave estiver inserida no interior.
As limitações das fechaduras comuns
O perigo está ainda relacionado com o tipo de fechaduras mais utilizadas nas habitações portuguesas. Muitas delas não incluem sistemas antipânico ou embraiagens que permitam a abertura externa mesmo com a chave no interior.
A maioria das fechaduras com cilindros de perfil europeu, muito comuns em Portugal, não têm esta funcionalidade, o que agrava o problema. A utilização generalizada de chaves de duplo palhetão contribui para esta limitação, pois são incompatíveis com sistemas antipânico e vulneráveis a tentativas de arrombamento por gazua.
A aposta em soluções mais modernas
Esta realidade obriga a repensar a forma como se protege o lar. A Associação Portuguesa de Segurança recomenda a adoção de fechaduras modernas, que combinem resistência a intrusões com a possibilidade de um acesso rápido em caso de emergência.
Segundo a APS, o ideal será optar por modelos recentes de cilindros de segurança com opção antipânico que garantam tanto a segurança residencial como a possibilidade de assistência imediata.
















