Com a chegada do verão e das intensas ondas de calor, o ar condicionado passa a ser essencial em muitas casas portuguesas para garantir o conforto nos dias mais quentes. O que muita gente não sabe é que existe uma temperatura ideal para usar o ar condicionado no verão. Não se trata apenas de refrescar a casa, mas de o fazer de forma eficiente, sem prejudicar a saúde nem aumentar em demasia a fatura da luz.
Apesar disso, nem sempre o utilizamos da forma mais eficaz. Uma das questões mais frequentes prende-se com a temperatura ideal: quantos graus são os adequados para refrescar sem desperdiçar energia e sem prejudicar a saúde?
Especialistas indicam um intervalo de temperatura recomendada
Embora a sensação térmica possa variar de pessoa para pessoa, os técnicos em climatização apontam para um intervalo específico que proporciona equilíbrio entre conforto, eficiência energética e bem-estar, de acordo com o La Razon.
Muitos acreditam que a resposta está nos 26 graus, mas essa não é, afinal, a temperatura mais indicada, de acordo com especialistas e entidades do sector.
IDAE e técnicos recomendam 24 graus
O Instituto para a Diversificação e Poupança da Energia (IDAE), em linha com técnicos de climatização citados por vários meios espanhóis, recomenda manter o ar condicionado nos 24 graus centígrados.
Esta escolha não é aleatória. Aos 24 graus, o corpo humano adapta-se bem ao ambiente, evitando choques térmicos ao sair para o exterior e permitindo um funcionamento mais eficiente do aparelho.
Evita forçar o aparelho com temperaturas demasiado baixas
Colocar o termóstato abaixo dos 20 graus, como muitos ainda fazem, não só força o equipamento, como aumenta de forma considerável o consumo de energia.
A crença nos 26 graus resulta de campanhas públicas
Nos últimos anos, e segundo a mesma fonte, os 26 graus foram promovidos em campanhas de poupança energética, mas vários técnicos alertam que essa temperatura pode não ser suficiente para alcançar o conforto desejado em dias de calor extremo.
Além do conforto, a escolha da temperatura tem impacto direto na fatura da eletricidade. Segundo o IDAE, cada grau a menos no termóstato pode representar entre 6 % a 10 % de poupança energética.
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A saúde também está em jogo na regulação térmica
Mais do que poupança, a saúde também deve ser tida em conta. Um ambiente excessivamente frio pode provocar constipações, secura nasal, irritação ocular ou até dores musculares devido às mudanças bruscas de temperatura.
Utilização equilibrada melhora a qualidade de vida
Por outro lado, uma utilização moderada do ar condicionado previne os golpes de calor, melhora o descanso noturno e protege o corpo contra o chamado “stress térmico”.
Outro fator importante é o nível de humidade do ar. Utilizar temperaturas muito baixas reduz a humidade ambiente, favorecendo a proliferação de bactérias e fungos, sobretudo em aparelhos com manutenção negligenciada.
Os 24 graus são o ponto de equilíbrio ideal
Os técnicos recomendam manter a temperatura entre os 23 e os 25 graus, sendo 24 a opção ideal para um verão equilibrado, saudável e económico.
De acordo com o La Razon, evitar temperaturas inferiores a 22 graus é essencial, sobretudo em casas com crianças, idosos ou pessoas com problemas respiratórios.
Táticas complementares ajudam a poupar e refrescar
Finalmente, recorrer a soluções complementares, como persianas fechadas durante o dia, ventilação matinal ou ventoinhas de apoio, pode ajudar a manter a casa fresca sem depender exclusivamente do ar condicionado.
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