São conhecidas por darem sabor aos pratos, mas as ervas aromáticas guardam segredos que vão além da culinária. Algumas têm vindo a destacar-se pelas propriedades que revelam sobre o organismo humano. Entre elas, há uma planta que está a ganhar cada vez mais atenção por motivos que extravasam o paladar.
O alecrim, uma planta perene de floração roxa entre maio e outubro, tem captado o interesse da comunidade científica. A sua fragrância intensa pode ser mais do que agradável. De acordo com o Jornal de Notícias, inalar o seu aroma pode induzir uma melhoria na memória, estimular o foco e gerar sensações associadas ao bem-estar.
Ligação entre o aroma e a função cognitiva
A planta, cujo nome comum é alecrim rasteiro, contém compostos com propriedades que estão a ser exploradas em contexto laboratorial. Um estudo recente citado pela mesma fonte verificou que, ao estimular a circulação sanguínea, o alecrim promove maior oxigenação cerebral. Esta melhoria pode traduzir-se em maior clareza mental e reforço cognitivo.
Resultados promissores em laboratório
Os investigadores desenvolveram uma versão estável do ácido carnósico, um dos compostos ativos do alecrim. Segundo o Jornal de Notícias, este extrato demonstrou aumentar o número de sinapses, melhorar a memória e reduzir a presença de proteínas associadas à progressão da doença de Alzheimer.
Da bancada ao mundo real
Até ao momento, os efeitos registaram-se apenas em modelos animais. No entanto, conforme a mesma fonte, os ensaios laboratoriais não evidenciaram toxicidade, o que abre caminho a futuros testes clínicos em humanos. A esperança recai sobre a possibilidade de o alecrim vir a ser usado no tratamento de patologias como a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares ou mesmo a doença de Parkinson.
Independentemente dos avanços científicos, o alecrim é há muito tempo usado como calmante natural. Segundo a mesma publicação, o seu uso pode ajudar a reduzir a ansiedade, fator que por si só tem influência positiva sobre a retenção de memória e a capacidade de concentração.
Benefícios que vão além do cérebro
Para além das suas propriedades neurológicas, esta planta pode beneficiar o organismo a outros níveis. O Jornal de Notícias refere que o alecrim tem sido utilizado para facilitar a digestão e combater a inflamação. Estas características tornam-no um aliado na gestão de desconfortos abdominais e contribuem ainda para a saúde da pele.
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Os compostos presentes nesta erva podem ajudar a reduzir a acne e a proteger contra os efeitos do envelhecimento cutâneo. Sublinha ainda a mesma fonte que o alecrim possui também ação antioxidante, sendo capaz de proteger a pele dos danos provocados pelo sol.
Saiba como e onde plantar alecrim
De cultivo simples, o alecrim prefere sol pleno e solo bem drenado, ligeiramente alcalino. A Revista Jardins indica que a melhor época de plantação decorre entre março e abril, sendo possível colher folhas ao longo de todo o ano.
A planta adapta-se bem a floreiras ou vasos, desde que tenham pelo menos 30 a 40 centímetros de diâmetro. Depois da floração, deve ser podada para estimular o aparecimento de novos ramos e flores. Segundo a Revista Jardins, não é afetada por pragas ou doenças comuns.
Pouca água, muitos efeitos
As necessidades hídricas do alecrim são mínimas: uma rega semanal após a plantação é suficiente. O excesso de água pode ser prejudicial, sendo desaconselhado o cultivo em solos encharcados.
Na horticultura, o alecrim pode ser usado para formar bordaduras ou delimitar talhões. A mesma fonte salienta que, além de repelir insetos, é benéfico para o equilíbrio geral da horta.
Condimento e remédio
Enquanto condimento, o alecrim está presente em várias tradições gastronómicas. Em infusão, assume propriedades antissépticas e pode ser usado para aliviar sintomas, como tosse, asma e febre.
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