Cada vez mais consumidores querem perceber a forma como os ovos chegam às prateleiras dos supermercados. A Mercadona veio agora clarificar como está a decorrer a transição para ovos de galinhas criadas fora de jaulas, e explica porque o processo ainda não terminou.
A cadeia lembra que, desde 2018, assumiu o compromisso de garantir que todos os ovos frescos vendidos sejam provenientes de sistemas que respeitam o bem-estar animal. A meta mantém-se, mas a empresa sublinha que a alteração não pode ser feita de um momento para o outro.
Nos últimos anos, o setor tem exigido investimentos significativos e alterações profundas na produção avícola. A Mercadona afirma que está a cumprir esse percurso, mas com a prudência necessária para evitar ruturas de stock ou desequilíbrios na cadeia de fornecimento.
Apesar desta complexidade, a empresa garante que muitos consumidores já encontram alternativas fora de jaulas em todas as lojas. Segundo a própria Mercadona, 65% dos ovos comercializados atualmente provêm de galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas.
Uma adaptação que exige tempo
A mudança só pode ser feita de forma progressiva, explica a marca liderada por Juan Roig, citada pelo jornal espanhol AS. A necessidade de requalificar explorações, ajustar infraestruturas, certificar fornecedores e garantir produção suficiente para todo o mercado é um dos motivos que têm prolongado esta transição.
A empresa acrescenta que o investimento recente em logística, centros de distribuição e reforço do serviço online também influencia o ritmo da transformação. Mesmo assim, insiste que a migração para ovos 100% livres de jaulas continua em curso.
Ainda em fase intermédia
A presença simultânea de vários tipos de ovos nas prateleiras, desde os tradicionais de gaiola até às versões de galinhas criadas soltas, faz parte desta fase intermédia. O objetivo é garantir que não falte produto enquanto o setor avícola se adapta às novas regras.
O tema ganha ainda mais relevância num contexto em que os consumidores procuram cada vez mais produtos com certificação de bem-estar animal. A Mercadona afirma estar a responder a essa tendência, mas reforça que o processo implica mudanças estruturais, não apenas comerciais.
O que ainda falta fazer
A cadeia garante transparência e promete continuar a atualizar os clientes sobre os avanços. As metas permanecem inalteradas e a expectativa é que, nos próximos anos, o número de fornecedores adaptados permita concluir a eliminação total dos ovos provenientes de galinhas em jaula.
Para já, a empresa pede compreensão e lembra que a transição não é exclusiva da Mercadona: outras redes de supermercados enfrentam desafios semelhantes e seguem calendários igualmente graduais.
De acordo com o AS, a prioridade passa por garantir ovos acessíveis, estáveis no abastecimento e produzidos em condições cada vez mais alinhadas com as exigências do bem-estar animal. Até lá, a coexistência de diferentes tipos de produção é inevitável.
















