A época dos Santos Populares traz consigo o cheiro a manjerico, o som dos arraiais e, claro, as tradicionais sardinhas assadas. No entanto, nem todas chegam à grelha em bom estado. A frescura deste peixe é essencial para garantir a segurança alimentar, e reconhecer os sinais de qualidade pode evitar problemas de saúde.
Segundo a Women’s Health Portugal, há características visíveis e sensoriais que permitem avaliar se a sardinha está própria para consumo. Desde a aparência da pele ao estado das guelras, são vários os detalhes a ter em conta no momento da compra.
Brilho, firmeza e odor: os primeiros sinais
De acordo com a fonte citada anteriormente, a pele da sardinha deve apresentar-se muito brilhante, sem descolorações. Se estiver baça ou opaca, pode ser sinal de deterioração. A carne também é um indicador importante: deve ser firme ao toque e elástica. Com o passar do tempo, torna-se mole e menos resistente à pressão.
Outro sinal de alerta é o odor. A mesma fonte sublinha que o cheiro do peixe fresco deve lembrar o das algas do mar. Caso se note um cheiro azedo, a ranço ou semelhante a amoníaco, o mais provável é que a sardinha esteja mal conservada ou próxima do estado de decomposição.
Olhos e guelras não enganam
Segundo a mesma fonte, os olhos da sardinha são outro aspeto essencial na avaliação da frescura. Devem estar salientes, com a córnea transparente e a pupila negra e perfeitamente circular. Quando os olhos se apresentam côncavos, com a córnea opaca ou ensanguentada e a pupila acinzentada ou deformada, deve evitar-se a compra.
As guelras devem ser igualmente analisadas. A fonte acima citada indica que estas devem ter uma coloração vermelha viva.
Quando adquirem tons acastanhados, pode significar que o peixe está degradado. A observação cuidada destas partes do corpo da sardinha pode fazer a diferença entre uma refeição segura e um risco para a saúde.
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Transporte e conservação no dia da compra
A sardinha é um peixe que se altera rapidamente fora de condições ideais. Segundo a Women’s Health Portugal, após a compra, deve ser transportada num saco térmico, especialmente em dias de calor. Esta prática ajuda a manter a temperatura adequada até chegar a casa e evita o início de processos de deterioração.
A mesma fonte recomenda que o consumo seja feito no próprio dia da compra. Caso isso não seja possível, as sardinhas devem ser guardadas no frigorífico, preferencialmente na zona mais fria, e consumidas até ao dia seguinte. Ultrapassar esse prazo pode aumentar o risco de contaminação e intoxicação alimentar.
A importância da escolha consciente
Ainda segundo a mesma fontel, é fundamental estar atento às condições do local onde o peixe é vendido. Expositores refrigerados, limpeza do espaço e atenção por parte dos funcionários são também sinais de um ponto de venda que respeita as normas de higiene alimentar.
Além disso, a rotatividade do stock pode ser um bom indicador. Segundo a mesma fonte, estabelecimentos com grande volume de vendas tendem a renovar o peixe com mais frequência, reduzindo a probabilidade de encontrar sardinhas em más condições.
A mesma fonte reforça que o consumidor deve usar os sentidos ,a visão, o olfato e tato, como primeira linha de defesa. Em caso de dúvida, o melhor é não arriscar. O impacto do consumo de peixe em mau estado pode ir de simples desconfortos intestinais até intoxicações graves.
Ao longo da época dos Santos Populares, em que o consumo de sardinha aumenta significativamente, torna-se ainda mais importante aplicar estas orientações. Segundo a mesma fonte, o aumento da procura pode levar à comercialização de peixe fora do seu pico de frescura.
A Women’s Health Portugal recorda que nem sempre a aparência geral do peixe é suficiente. A análise detalhada de todos os sinais mencionados é fundamental para uma avaliação correcta. Comprar peixe num local de confiança e seguir os critérios referidos contribui para evitar surpresas desagradáveis.
Os consumidores devem manter-se informados e atentos às práticas de conservação e exposição dos produtos. A frescura da sardinha não se mede apenas pelo preço ou pela fama do vendedor, mas sim por sinais claros e objetivos que, segundo a mesma fonte, estão ao alcance de qualquer pessoa.
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