Com a chegada do verão, é cada vez mais comum ver melancias e meloas expostas nas superfícies comerciais, prontas a levar para casa. Estas frutas, conhecidas pelo seu sabor doce e efeito refrescante, são muito procuradas durante os meses de calor.
É frequente encontrar estas frutas já cortadas ao meio ou em quartos, uma opção aparentemente conveniente para quem vive sozinho ou quer consumir pequenas quantidades. No entanto, esta prática pode esconder perigos pouco conhecidos, segundo o portal 20 minutos.
Nutricionista levanta o alerta nas redes sociais
A dietista-nutricionista Duna Nicolau usou o TikTok para alertar os consumidores. “Muitos dirão ‘levo o melão cortado, porque para mim sozinha chega’, ou ‘quero melão, mas não quero comprar um inteiro’”, começou por explicar.
Perigo aumenta quando a polpa está exposta
Segundo Nicolau, o maior risco está na exposição da polpa ao ambiente. Ao ser cortada, a fruta perde a proteção natural da casca, ficando mais vulnerável à entrada de microrganismos prejudiciais à saúde.
A especialista alerta que bactérias como Escherichia coli, listeria ou salmonela podem surgir desde o cultivo das melancias ou meloas. Estes agentes patogénicos são conhecidos por causarem infeções gastrointestinais graves.
Conservação inadequada favorece proliferação
Outro fator de risco tem a ver com a forma como estas frutas são armazenadas nas lojas. Nem sempre as fatias estão refrigeradas, o que pode facilitar o crescimento de bactérias nocivas.
Temperatura ambiente pode ser um problema
Quando mantidas fora do frio, melancias e meloas cortadas entram numa zona de risco. Nicolau reforça que “uma vez que o alimento se corta, tem de ir para a refrigeração” para garantir a segurança.
Frutas frescas exigem cuidados especiais
A cadeia do frio, uma medida essencial na conservação alimentar, não deve ser interrompida. Estas frutas são perecíveis e sensíveis ao calor, o que aumenta ainda mais o risco em época estival.
Manipulação é uma incógnita para o consumidor
Outro ponto levantado pela nutricionista prende-se com a forma como a fruta é manuseada. O consumidor não sabe se foram cumpridas todas as normas de higiene durante o corte e exposição do produto.
Mais vale comprar inteira e cortar em casa
Para evitar surpresas desagradáveis, Nicolau recomenda optar sempre por fruta inteira. Apesar de exigir mais trabalho, garante melhores condições de segurança alimentar.
Cabe ao consumidor pesar os riscos e vantagens
A questão colocada pela nutricionista é simples: “Vão continuar a comprar o melão cortado ou inteiro?”. O consumidor é quem decide, mas deve estar bem informado sobre os riscos envolvidos.
Conveniência não deve superar a segurança
Embora seja tentador comprar fruta já preparada, a segurança alimentar deve ser prioridade. Pequenos gestos como este podem ter consequências sérias para a saúde, de acordo com o 20 minutos.
Boas práticas fazem a diferença no verão
Mesmo em países com tradição de fruta fresca, os cuidados com o transporte e conservação não devem ser descurados. Uma atitude preventiva pode evitar problemas de maior.
Cada vez mais especialistas recorrem às redes sociais para sensibilizar o público. Conteúdos como o de Duna Nicolau ajudam a mudar comportamentos e promovem escolhas mais seguras no dia a dia.
















