Durante os meses de verão, muitas famílias portuguesas preparam-se para deixar as suas casas vazias durante vários dias, seja para férias prolongadas, visitas a familiares ou escapadelas de fim de semana. O cuidado com eletrodomésticos, gás e portas trancadas costuma fazer parte do checklist habitual antes de sair. Mas há uma recomendação pouco falada de um bombeiro que pode ser vital.
De acordo com o Corpo Bombeiro Militar de Minas Gerais, no Brasil, uma medida sem custos pode ajudar a conter a propagação de um incêndio em casa: fechar as portas de todas as divisões antes de sair.
A recomendação surge após a divulgação de uma simulação em vídeo, onde é demonstrado o impacto real deste gesto aparentemente inofensivo.
O fumo espalha-se mais depressa do que imagina
No vídeo partilhado pelo corpo de bombeiros brasileiro, é possível acompanhar o desenvolvimento de um incêndio iniciado numa divisão habitacional. O foco inicial é localizado, mas o fumo começa a alastrar-se de forma rápida para os restantes compartimentos da casa.
Segundo a mesma fonte, o simples ato de deixar as portas abertas permite que o oxigénio circule livremente, alimentando as chamas e fazendo com que o fumo atinja outras zonas num espaço de minutos.
Pelo contrário, manter as portas interiores fechadas pode funcionar como uma barreira temporária, atrasando o avanço do fogo e ganhando tempo precioso para os bombeiros intervir.
Tempo de resposta pode fazer a diferença
Fechar portas não extingue o incêndio, mas atrasa significativamente o seu avanço. Isto é crucial, sobretudo em zonas residenciais mais afastadas, onde os tempos de resposta das equipas de emergência podem ser superiores.
O vídeo, que já foi partilhado por várias corporações de bombeiros em diferentes países, ilustra a diferença entre uma divisão com a porta fechada e outra aberta. Na primeira, os danos são mínimos; na segunda, a destruição é quase total.
Um gesto simples, sem custos e que pode salvar vidas
Segundo os bombeiros, este hábito deve ser incorporado na rotina, tal como desligar o quadro elétrico ou verificar as torneiras. Ao fechar as portas, está a criar compartimentos que podem conter o fumo e o calor, evitando que toda a casa seja afetada rapidamente.
Além de proteger os bens materiais, esta medida simples pode ser determinante em situações em que ainda esteja alguém dentro da habitação, ganhando tempo para evacuar com segurança.
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Outras recomendações para proteger a sua casa
Além de fechar as portas interiores, os bombeiros recomendam outras medidas preventivas. Entre elas, desligar os equipamentos elétricos da tomada, verificar o estado das ligações de gás e manter extintores em zonas acessíveis.
A instalação de detectores de fumo e calor, embora não obrigatória em habitações privadas, é também fortemente recomendada por especialistas em segurança doméstica.
O vídeo que está a correr o mundo
A simulação foi inicialmente partilhada nas redes sociais pelo Corpo Bombeiro Militar de Minas Gerais e já conta com milhares de visualizações. A eficácia do vídeo está em mostrar, lado a lado, duas situações distintas: uma casa com portas abertas e outra com portas fechadas.
Escreve o jornal brasileiro G1 que esta campanha visa sensibilizar a população para gestos práticos e acessíveis que podem minimizar os efeitos devastadores de um incêndio doméstico.
Fechar portas é ganhar tempo
Este tipo de comunicação, segundo os bombeiros, é essencial para criar hábitos que se mantenham mesmo fora de contextos de emergência. A lógica é simples: quanto menos ar circular, mais difícil será o fogo propagar-se.
Fechar as portas antes de sair de casa pode parecer um gesto sem impacto. Mas, como demonstra a simulação, essa decisão pode travar a destruição total de uma habitação, e até salvar vidas.
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