A chegada do calor traz consigo o regresso aos areais e o ritual repetido de instalar o chapéu-de-sol. No entanto, o que para muitos parece uma tarefa simples transforma-se, por vezes, num risco desnecessário. Um suporte mal fixado ou uma rajada de vento mais forte podem ser suficientes para transformar um guarda-sol num ‘projétil’. Além dos sustos, há casos em que a má fixação pode mesmo causar ferimentos.
De acordo com o website Today, do canal NBC, há formas mais eficazes de prender o chapéu-de-sol à areia e evitar este tipo de incidentes.
A primeira orientação passa por enterrar o suporte com um movimento de balanço, da frente para trás, em vez de o pressionar diretamente para baixo. A técnica permite compactar melhor a areia em torno da estrutura.
Inclinar contra o vento: o gesto que faz a diferença
Depois de o suporte estar bem colocado, o passo seguinte é abrir o chapéu e incliná-lo na direção contrária à do vento. Segundo a mesma fonte, esta posição aumenta a estabilidade e dificulta que o vento levante a estrutura.
É aconselhável acompanhar a mudança da direção do vento ao longo do dia e ajustar a inclinação do chapéu sempre que necessário. Este detalhe, muitas vezes ignorado, pode ser decisivo.
Um suporte para o suporte: um reforço que pesa pouco
Outra recomendação mencionada pelo Today passa pelo uso de um suporte adicional, geralmente em plástico, que se encontra à venda em várias superfícies comerciais. Esta base adicional confere uma maior fixação ao chapéu-de-sol e ajuda a prevenir deslocações.
Mesmo com todas as precauções, os especialistas aconselham sempre atenção redobrada em dias de vento mais forte. Em alguns casos, a melhor solução pode ser mesmo recolher temporariamente o equipamento.
O sol: um aliado e um risco
Para lá dos cuidados com o chapéu-de-sol, importa lembrar os efeitos da exposição solar. Segundo o portal Lusíadas Saúde, o sol desempenha funções importantes no organismo humano, como a estimulação da produção de Vitamina D3, fundamental para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea.
Além disso, a radiação solar moderada pode beneficiar pessoas com algumas doenças de pele, como a psoríase, a acne ligeira ou a dermite seborreica, e ainda exercer um efeito antidepressivo, pela ação sobre determinadas hormonas relacionadas com o bem-estar.
Quando o excesso se torna um problema
Por outro lado, a exposição solar em excesso traz riscos. A curto prazo podem surgir queimaduras graves, sobretudo em crianças, com risco de insolação ou desidratação. A mesma fonte sublinha ainda que o sol pode ter efeitos imunodepressores e favorecer o reaparecimento de herpes labial.
No médio prazo, o sol provoca o envelhecimento precoce da pele, com perda de elasticidade e surgimento de rugas ou manchas. A longo prazo os riscos são ainda maiores, incluindo o aparecimento de vários tipos de cancro cutâneo.
Vestuário com proteção primária
De acordo com o Lusíadas Saúde, o vestuário é o melhor protetor contra os efeitos nocivos do sol. Mesmo com chapéu-de-sol e protetores solares, o uso de roupas apropriadas continua a ser essencial, assim como evitar a exposição nas horas de maior intensidade.
Prática segura e sombra inteligente
Colocar o chapéu-de-sol de forma correta é apenas uma parte da equação. Saber escolher o local certo na praia, preferir zonas com alguma barreira natural ao vento e estar atento às alterações climatéricas ao longo do dia são cuidados complementares que reduzem o risco de acidentes.
Nos dias de praia, a segurança começa na preparação. Um gesto simples como fixar bem o chapéu-de-sol pode evitar sustos, garantir sombra constante e tornar o tempo à beira-mar mais tranquilo para todos.
















