Quem percorre as bancas de fruta nos meses quentes de verão em Portugal encontra uma profusão de melões de várias formas, cores e sabores. Desde o branco do Ribatejo ao pele de sapo alentejano, o país é rico em variedades. Mas entre tantas opções, nem sempre é fácil escolher um melão no ponto certo.
O segredo para saber se o melão é doce está ao alcance de qualquer um: basta usar quatro dos seus cinco sentidos, já que não pode provar o melão antes de o comprar. De acordo com o site do Pingo Doce, a técnica envolve quatro passos simples: observar, cheirar, tocar e ouvir.
Visualmente, o melão deve ter uma casca firme e com cor viva, sem fendas nem zonas moles. Ao nível do tato, a extremidade oposta ao pedúnculo deve ceder ligeiramente à pressão. Se for sacudido, deve ouvir-se o som das sementes soltas no interior, sinal de maturação. Por fim, o aroma deve ser suave e agradável.
Fruta de verão com benefícios à vista
Composto por 90% de água, o melão é uma fruta hidratante e com baixo valor energético. Segundo a mesma fonte, 100 gramas de melão fornecem apenas 27 kcal, sendo, por isso, uma escolha comum em planos alimentares de perda de peso.
Vitamínico, antioxidante e digestivo
Além de refrescante, o melão apresenta vantagens nutricionais variadas. É fonte de vitamina C, que reforça o sistema imunitário, e de vitamina A, associada à saúde da pele e da visão. Os carotenoides presentes funcionam como antioxidantes, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce.
O fruto é ainda rico em fibra, contribuindo para o bom funcionamento intestinal. A água presente ajuda também a prevenir a obstipação.
Sementes com potencial escondido
Para além da polpa, também as sementes podem ser aproveitadas. É possível transformá-las em bebida vegetal, tal como se faz com amêndoas ou aveia. Podem ainda ser usadas em batidos ou levadas ao forno para criar um topping crocante para saladas.
Tradição e território no Alentejo e Ribatejo
Em Portugal destacam-se diferentes variedades de melão. O melão verde do Alentejo, também conhecido como pele de sapo, é uma das opções mais procuradas. Segundo o Continente, esta variedade é cultivada em solos e clima favoráveis à cultura e está disponível entre julho e outubro.
No Ribatejo, o melão branco é colhido no ponto de maturação ideal. De acordo com a mesma fonte, trata-se de um fruto macio, sumarento e doce, com grande aceitação tanto entre crianças como adultos.
Variedades que cruzam fronteiras
O melão Cantaloupe, originário de Cantalupa, em Itália, distingue-se pela polpa laranja e aroma intenso. Conforme o portal da cadeia de supermercados, esta variedade resiste melhor à conservação graças à presença de dismutase, uma enzima antioxidante.
A meloa Galia, com casca estriada e polpa verde, é outra presença comum no mercado português, sobretudo proveniente do Alentejo e do Ribatejo. Rica em vitaminas e fibra, tem uma textura macia e sabor adocicado.
Menos conhecidos, mas não menos locais
O melão casca de carvalho, produzido no Minho e Douro Litoral, apresenta um travo menos doce e ligeiramente picante. O nome deriva da textura da casca, semelhante à da árvore homónima. A sua polpa pode variar entre tons esverdeados, amarelos ou avermelhados.
Já o melão andino, também chamado de pêra-melão, é uma variedade de origem sul-americana. O seu tamanho varia entre 10 e 15 cm, sendo consumido ao natural ou em saladas, doces e sumos.
Conservar bem para aproveitar melhor
Antes de ser aberto, o melão deve ser guardado num local fresco e arejado. Após aberto, deve ser coberto com película aderente ou folha de alumínio, para evitar a absorção de odores. O local de conservação ideal, depois de cortado, é o frigorífico. De acordo com o Pingo Doce, estas medidas garantem melhor aproveitamento e prolongam a frescura da fruta.
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