Muitas pessoas, ao fazerem compras no supermercado, procuram opções que aparentem ser mais saudáveis. Embalagens de bolachas com palavras como “natural”, “rico em fibra” ou “bom para o colesterol” podem influenciar as escolhas. No entanto, é importante ter cuidado com as mensagens que aparecem à primeira vista.
Segundo o HuffPost, um exemplo claro disso são as bolachas digestivas de aveia, amplamente vendidas em supermercados por diversas marcas, incluindo marcas brancas. Estas bolachas são muitas vezes associadas à ideia de que ajudam a reduzir o colesterol ou são benéficas para a saúde intestinal, o que pode ser enganador.
Não basta um ingrediente saudável
Muitas destas bolachas incluem compostos como esteróis vegetais ou betaglucanos da aveia, que individualmente demonstraram ter efeitos positivos na redução do colesterol. No entanto, segundo a nutricionista Laura Pérez Naharro, isso não significa que o alimento no seu conjunto traga benefícios para a saúde.
“Um produto alimentar não pode ser considerado saudável apenas por conter um ingrediente benéfico”, explica a especialista. É necessário avaliar todos os componentes da sua composição, incluindo aqueles que podem ter efeitos negativos.
De acordo com as recomendações partilhadas no artigo do HuffPost, alimentos com elevados níveis de gordura saturada e açúcar devem ser evitados, especialmente por pessoas com colesterol elevado ou outras condições relacionadas.
A nutricionista alerta que muitas vezes a mensagem transmitida nas embalagens pode ser confusa, fazendo parecer que o produto é saudável, quando na verdade não o é. Por isso, é fundamental ler atentamente os ingredientes e a composição nutricional.
Rótulos podem induzir em erro
Algumas destas bolachas apresentam nas embalagens declarações que podem ser mal interpretadas, como “ajuda a reduzir o colesterol” ou “fonte de fibra”.
Estas mensagens, apesar de verdadeiras em relação a um dos ingredientes, não refletem necessariamente a qualidade do produto como um todo.
Por isso, é essencial não confiar apenas na parte da frente da embalagem. A leitura da lista de ingredientes e da tabela de informação nutricional é um passo importante para perceber o que se está realmente a consumir.
Atenção redobrada aos detalhes
Produtos com nomes associados à saúde, como “digestivo” ou “light”, podem criar uma falsa sensação de segurança.
Isso pode levar muitas pessoas a consumirem estes alimentos com mais frequência, sem perceberem os potenciais riscos.
O consumo regular de alimentos ricos em açúcar e gorduras de má qualidade pode ter efeitos negativos ao longo do tempo, mesmo quando esses alimentos incluem ingredientes benéficos em pequenas quantidades.
Ser um consumidor informado faz a diferença
Um único nutriente não transforma um produto com má composição numa escolha saudável. A chave está em olhar para o todo, e não apenas para uma parte.
As estratégias de marketing alimentar podem ser eficazes em transmitir uma imagem positiva de determinados produtos, mas cabe ao consumidor olhar além da publicidade.
Com um simples gesto, ler o rótulo com atenção, é possível evitar enganos e fazer escolhas mais seguras. A saúde depende também da informação que cada pessoa tem sobre o que consome.
Por fim, como lembra o HuffPost, mensagens como “contribui para reduzir o colesterol” não devem ser aceites sem uma análise mais profunda. Nem tudo o que parece saudável o é de facto, e é importante manter espírito crítico ao ler os rótulos no supermercado.
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