A proteção solar é um cuidado cada vez mais presente no dia a dia, mas aplicar o protetor solar da forma adequada continua a ser um desafio para muitos. Quantidade insuficiente, aplicação tardia ou a negligência de zonas específicas comprometem a eficácia do produto e deixam a pele vulnerável aos efeitos nocivos dos raios ultravioletas.
A dose certa faz toda a diferença
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, para garantir a proteção indicada no rótulo, deve aplicar-se no rosto o equivalente a uma colher de chá cheia de protetor solar. Para o corpo, a quantidade ideal ronda os 30 mililitros, algo semelhante a um copo de shot.
A mesma entidade explica que usar menos do que esta quantidade pode reduzir para metade a eficácia do filtro solar.
O momento ideal para aplicar
O protetor deve ser aplicado entre 15 a 30 minutos antes de sair de casa, para que a pele possa absorver o produto e formar a camada protetora necessária.
Colocá-lo no momento em que se expõe ao sol é insuficiente, já que o produto não terá tempo para agir devidamente.
Não esquecer de reaplicar
A reaplicação do protetor é outro ponto essencial. Deve renovar-se a aplicação pelo menos a cada duas horas, sobretudo depois de banhos, transpiração intensa ou quando a pele é seca com toalha. Mesmo os protetores resistentes à água perdem parte da sua eficácia com o passar do tempo.
As zonas esquecidas são as mais vulneráveis
Algumas áreas do corpo são frequentemente esquecidas e, por isso, ficam mais expostas aos danos solares. É o caso das orelhas, pescoço, testa, pálpebras inferiores e lábios.
A Sociedade Portuguesa de Dermatologia alerta para a necessidade de cobrir estas zonas, que são particularmente suscetíveis a queimaduras e envelhecimento precoce.
Sprays: mais facilidade, mais cuidados
Os protetores em spray conquistaram popularidade pela rapidez e praticidade, mas exigem uma aplicação cuidadosa. Explica a mesma fonte que devem ser aplicados de forma abundante e uniforme, evitando que o produto seja inalado.
Para crianças, aconselha-se a utilização de protetores específicos para peles sensíveis, evitando o spray sempre que possível.
A proteção deve ser complementada
Em situações de exposição prolongada ao sol, a aplicação deve ser feita em camadas, sobretudo nas zonas mais expostas, como ombros, costas e parte superior dos pés.
O site da Direção-Geral da Saúde acrescenta que, para uma proteção eficaz, é fundamental associar o protetor a outros métodos, como o uso de chapéus, roupas com proteção UV e óculos de sol.
Proteger a pele contra o sol requer mais do que uma simples camada de protetor. É necessário garantir a quantidade correta, aplicar com antecedência e renovar a aplicação ao longo do dia. Só assim, garante a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, é possível evitar danos que podem ter consequências graves a longo prazo.
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