Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, o Reino Unido prepara-se para um crescimento acentuado da população deste animal dentro das habitações: a aranha-falsa-viúva. Britânicos têm sido alertados para manter as janelas fechadas durante todo o dia, após especialistas confirmarem que a espécie, considerada a mais perigosa do país, deverá surgir em maior número nas próximas semanas. O aviso surge no início da época de acasalamento, que leva os machos a procurar abrigo nas casas, segundo o jornal Daily Mail.
Especialistas reforçam recomendações
A aranha-falsa-viúva (Steatoda nobilis) é venenosa e, embora a sua picada não seja letal, pode provocar inchaço, queimaduras dolorosas e febre. Segundo o aracnólogo Tom Elwood, agosto marca o período em que os machos se tornam mais ativos, entrando pelas janelas, subindo paredes ou escondendo-se em banheiras, enquanto procuram fêmeas para acasalar.
Os especialistas, de acordo com a mesma fonte, aconselham a manter as janelas fechadas, limpar caixilhos e eliminar teias, já que estruturas sujas e poeirentas funcionam como abrigo para estas aranhas.
Elwood sublinha ainda a importância de manter banheiras, lavatórios e outras áreas livres de pó e restos de insetos, para evitar a entrada deste animal.
Origem e expansão no Reino Unido
De acordo com um estudo de 2020 do zoologista Clive Hambler, da Universidade de Oxford, esta espécie é considerada a mais perigosa a reproduzir-se no Reino Unido. Não é nativa do território britânico e terá chegado das Ilhas Canárias no final do século XIX, transportada em caixas de bananas, espalhando-se gradualmente para norte.
O número destas aranhas tende a aumentar durante os meses mais quentes, aproveitando pequenas aberturas e até condutas de ventilação para entrar nas habitações.
Caso recente levanta preocupação
O britânico Keith Robinson, de 65 anos, relatou ao jornal Daily Mail que sofreu dores “insuportáveis” após ser mordido por uma aranha-falsa-viúva, poucos dias depois de limpar teias em casa. Inicialmente, tentou tratar a ferida com analgésicos e creme antisséptico, mas acabou por necessitar de assistência hospitalar. Foi diagnosticado com celulite na zona afetada e afirma que, desde então, só consegue caminhar curtas distâncias devido à dor intensa.
Robinson acredita que foi mordido depois de ter perturbado o animal ao remover um grande número de teias. A lesão, quase impercetível no início, agravou-se com o passar dos dias, reforçando os alertas das autoridades e especialistas para que se adotem medidas preventivas.
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