O calor aperta, os dias prolongam-se e os mergulhos sucedem-se. A praia, a piscina ou até o duche de fim de tarde tornam-se cenários propícios a pequenos acidentes com grandes consequências. Um dos mais frequentes é o telemóvel acabar submerso, mesmo que por breves segundos. De acordo com o Marketeer, a ideia de que os equipamentos atuais estão preparados para este tipo de percalços leva a comportamentos mais descontraídos.
No entanto, e apesar das certificações de resistência à água, os riscos continuam bem presentes. Um contacto com líquido, mesmo que rápido, pode comprometer circuitos internos e provocar danos irreversíveis ao longo do tempo.
Os acidentes aumentam no verão
De acordo com a publicação, os centros de assistência técnica registam um aumento considerável de ocorrências relacionadas com entrada de líquidos durante os meses de verão. Muitas das queixas surgem dias após o incidente, quando começam a notar-se falhas no ecrã, no som ou no carregamento.
Entre os erros mais comuns está o impulso de ligar imediatamente o telemóvel após o acidente ou tentar secá-lo com um secador de cabelo. Conforme a mesma fonte, estas ações, longe de resolverem o problema, podem agravar a penetração da humidade nos componentes.
Também o uso de arroz como método de secagem, embora popular, é cada vez mais desaconselhado por especialistas por ser pouco eficaz e até potencialmente prejudicial.
O truque mais fiável pode já estar em casa
O método mais eficaz é simples e acessível: colocar o telemóvel desligado num recipiente fechado com pacotes de sílica-gel durante pelo menos 24 horas.
Estes pequenos saquinhos absorventes, muitas vezes encontrados em embalagens de sapatos ou eletrónica, são altamente eficientes na remoção da humidade interna. Segundo o Marketeer, este procedimento não garante a recuperação total, mas pode fazer a diferença entre um pequeno susto e uma avaria permanente.
Caso persistam sintomas como reinícios inesperados ou falhas no som, o mais indicado é procurar assistência especializada para uma avaliação técnica completa.
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Os sinais que não deve ignorar
A mesma fonte alerta ainda que os danos por líquidos nem sempre se manifestam de imediato. A oxidação interna pode evoluir silenciosamente, mesmo quando o equipamento parece funcional.
Entre os sinais de alerta mais comuns estão o brilho irregular do ecrã, som intermitente, falhas na ligação ao carregador ou comportamentos anómalos durante a utilização.
Certificações não garantem invulnerabilidade
Modelos com certificações IP67 ou IP68 resistem a salpicos e imersões em água doce, mas não estão preparados para contacto com água salgada, cloro ou vapor. Nessas situações, a garantia da marca pode não cobrir as avarias.
A proteção destes equipamentos é testada em condições controladas e com água doce estática. Fora desse contexto, os riscos aumentam consideravelmente.
Prevenir continua a ser a melhor opção
A prevenção continua a ser a melhor estratégia. A utilização de capas estanques e o cuidado em manter o equipamento longe de ambientes húmidos são recomendações simples que, segundo a mesma fonte, ajudam a evitar dissabores.
Evitar deixar o telemóvel em locais como o rebordo da banheira, junto à piscina ou na toalha de praia é meio caminho andado para evitar acidentes.
A resposta certa no momento certo
Para quem transporta o telemóvel no bolso do fato de banho ou o deixa sobre a toalha na praia, basta um descuido para que a água trate do resto.
E, conforme o Marketeer, quando acontece, saber o que fazer, e o que evitar, pode fazer toda a diferença.
Atuar rapidamente, sem recorrer a soluções populares mas ineficazes, pode ser decisivo para evitar perdas maiores.
















