O pão continua a ser um dos alimentos mais presentes na alimentação dos portugueses, marcando lugar em praticamente todas as refeições. Ainda assim, a escolha do tipo de pão pode ter um impacto relevante na saúde.
Muitas pessoas consideram-no uma fonte nutritiva indispensável, mas há quem o relacione com o aumento de peso ou com oscilações dos níveis de glicose. A verdade está na sua composição: os pães integrais e os de fermentação lenta oferecem mais benefícios nutricionais do que o pão branco tradicional.
Rótulos enganosos e ingredientes problemáticos
Nem sempre as aparências correspondem à realidade. O médico Alexandre Olmos, citado pelo El Español, alerta para o facto de que algumas variedades aparentemente saudáveis, como o pão de forma branco, de sementes industrializado ou integral embalado que dura semanas, podem ter efeitos negativos no organismo.
“Quando olhas para os ingredientes, encontras isto: propionato de cálcio, conservantes, emulsionantes, aditivos, açúcares adicionados e xaropes de glicose, farinhas refinadas disfarçadas de integrais…”, afirma Olmos. E acrescenta: “Depois, acordas inchado, com gases, cansaço, nevoeiro mental… Não é coincidência”.
O impacto silencioso no organismo
Este tipo de pão industrializado pode afetar negativamente a flora intestinal. Segundo o especialista, o consumo regular destes produtos alimenta bactérias indesejáveis, provocando inflamações, oscilações de humor e dificuldades digestivas.
Apesar disso, muitos consumidores acreditam estar a fazer escolhas saudáveis. “Embora pareça pão saudável, o teu corpo pode estar a reagir de forma silenciosa todos os dias”, alerta Olmos.
A importância de uma alimentação personalizada
Como alternativa, o especialista defende uma abordagem mais personalizada. “Por isso utilizamos um estudo epigenético para saber que alimentos te estão a nutrir e quais te estão a afetar de forma negativa”, refere.
Uma das ferramentas sugeridas ajuda a perceber o impacto dos ingredientes na saúde intestinal, no metabolismo e nos níveis de energia, promovendo uma alimentação mais consciente.
O pão integral continua no topo das recomendações
No que toca à escolha dos pães mais saudáveis, o pão integral é o que recolhe maior consenso entre os especialistas. Por manter o grão completo, fornece fibras, proteínas vegetais, vitaminas do complexo B e E, bem como minerais essenciais.
Pão de centeio é excelente para a glicose
Segue-se o pão de centeio, conhecido pelo seu elevado teor em fibra e capacidade para estabilizar os níveis de glicose. É uma opção adequada para quem procura um baixo índice glicémico com valor nutricional elevado.
Cereais germinados, uma escolha menos comum mas valiosa
Outra alternativa é o pão de cereais germinados, produzido a partir de leguminosas e grãos em germinação, o que potencia a concentração de nutrientes como ferro, zinco, vitamina C e ácido fólico.
Massa-mãe facilita a digestão e melhora a absorção
O pão integral de massa-mãe também merece destaque. Graças à fermentação lenta, torna-se mais fácil de digerir e permite uma melhor absorção dos nutrientes.
Multicereais: uma opção intermédia
Finalmente, o pão multicereais encerra esta seleção. Embora contenha fibras e uma mistura de farinhas, muitas vezes inclui cereais refinados, sendo uma opção intermédia entre o pão branco e os restantes.
Como identificar um pão realmente saudável
De acordo com o El Español, ao escolher um bom pão, é essencial ler os ingredientes. Os mais saudáveis são feitos com farinha integral de grão completo, água, fermento ou massa-mãe e sal. Eventualmente, poderão conter sementes ou frutos secos, desde que em proporções reais.
Pelo contrário, a presença de termos como propionato de cálcio, emulsionantes ou xaropes deve levantar dúvidas. Quanto mais simples e compreensível for a lista de ingredientes, mais provável será que o pão seja, de facto, saudável.
Leia também: Tem isto na mala do carro? Pode evitar-lhe uma multa até 600€ numa operação STOP
















