A sucessão de dias chuvosos, vento intenso e humidade elevada deixada pela tempestade Kristin agravou a sensação de frio em grande parte do país. Com os solos saturados, temperaturas em descida e previsões a apontarem para um início de fevereiro mais rigoroso, muitas casas em Portugal começam a sentir dificuldades em reter o calor, sobretudo aquelas com isolamento mais frágil. É neste contexto que um método simples finlandês, usado há décadas no Norte da Europa, volta a ganhar atenção.
Se há país habituado a lidar com invernos exigentes, é a Finlândia. Em regiões onde os termómetros descem frequentemente abaixo dos 20 graus negativos, os sistemas de aquecimento são essenciais, mas não exclusivos.
De acordo com o site de notícias generalistas em espanhol Infobae, os finlandeses recorrem também a soluções domésticas simples e económicas para reforçar o isolamento térmico das casas, sobretudo nas janelas.
Um truque simples para reduzir a perda de calor
O método é inesperado, mas eficaz: plástico de bolhas, o mesmo material usado em embalagens, aplicado no interior dos vidros. Segundo a publicação, trata-se de uma solução barata, sustentável e fácil de implementar, capaz de reduzir significativamente a entrada de ar frio e a saída do calor acumulado no interior das habitações.
O princípio é simples. O ar retido nas bolhas funciona como uma camada isolante adicional, criando uma barreira térmica entre o exterior e o interior da casa. Em janelas simples, comuns em muitos edifícios mais antigos em Portugal, este efeito pode fazer uma diferença perceptível no conforto térmico diário.
Como aplicar o método finlandês
O processo não exige ferramentas nem conhecimentos técnicos. Basta cortar o plástico de bolhas à medida de cada janela, borrifar ligeiramente o vidro pelo lado interior e aplicar o plástico com o lado liso em contacto com o vidro. A humidade cria aderência suficiente para manter o material no lugar durante semanas, sem necessidade de colas ou fitas.
Segundo explica a mesma fonte, o plástico deve permanecer aplicado durante o período mais frio do inverno. Caso se descole ou seja removido, o processo pode ser repetido sem custos significativos, já que o material é barato e facilmente reutilizável.
Outras soluções usadas nos países nórdicos
Além deste truque, há outros hábitos comuns na Finlândia que ajudam a conservar o calor dentro de casa. Cortinas grossas e mantas térmicas colocadas junto a janelas e portas reduzem as correntes de ar.
Tapetes e carpetes ajudam a evitar a perda de calor pelos pisos, especialmente em casas com soalho frio ou cerâmico.
O uso de velas também é referido como complemento. Para lá do efeito psicológico de conforto, libertam calor suficiente para pequenas divisões. Alguns utilizadores colocam-nas perto de superfícies metálicas para ajudar a refletir o calor no espaço envolvente.
A organização do mobiliário é outro fator relevante. Estantes ou sofás encostados a paredes exteriores funcionam como barreiras adicionais ao frio. Fechar divisões pouco usadas permite concentrar o calor nas áreas onde a família passa mais tempo.
Aquecer melhor sem gastar mais energia
De acordo com o que explica o site Infobae, a lógica não passa por aquecer toda a casa de forma uniforme, mas sim por gerir melhor o calor disponível.
Priorizar a sala e o quarto, manter portas fechadas e recorrer a cobertores térmicos são estratégias comuns nos países nórdicos e facilmente replicáveis em Portugal.
Num inverno marcado por tempestades, humidade persistente e contas energéticas elevadas, pequenas soluções como esta podem não substituir um sistema de aquecimento, mas ajudam a reduzir a perda de calor e a melhorar o conforto diário.
Com criatividade e alguns euros, é possível enfrentar o frio com mais eficácia, mesmo depois de semanas de chuva intensa, como com este método finlandês.
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