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Política

Sondagem. Há 40 pontos percentuais a separar António Costa de Marcelo Rebelo de Sousa

Expresso

05-06-2021

A última sondagem para o DN, JN e TSF revela que o mês de maio foi penoso para António Costa. Odemira, Sporting e Champions podem contribuir para justificar a queda do primeiro-ministro

Maio foi para António Costa um mês horribilis. É a conclusão implícita na sondagem para o DN, JN e TSF divulgada este sábado. Comparativamente à análise anterior, as avaliações positivas a Costa desceram 9 pontos (para os 50%) e as negativas aumentaram 8 pontos (para os 27%).

“É uma descida quase sem paralelo nesta série de barómetros da Aximage”, escreve o Diário de Notícias, que recorda vários casos que podem ter contribuído para a má avaliação ao primeiro-ministro: o surto de covid-19 em Odemira e os problemas com a imigração, o descontrolo nos festejos do Sporting e ainda a falsa bolha de segurança em redor dos adeptos ingleses que assistiram à final da Champions no Porto.

Precisamente, é na Área Metropolitana da Invicta que António Costa mais perde (cai 19%). É também entre os mais velhos que a desilusão é maior (menos 23% de apreciações positivas entre os maiores de 65 anos). Abrindo o leque da análise para a área do Governo, 44% dos inquiridos consideram a atuação positiva e 29% negativa.

OPOSIÇÃO NÃO APROVEITA

A escorregadela de Costa não é, porém, aproveitada pela oposição. Apenas 21% dá nota positiva ao seu trabalho como um todo, enquanto 39% faz uma avaliação negativa, “o pior saldo negativo (18%) desde o arranque desta série de barómetros, em julho do ano passado”, diz o DN.

Quando é perguntado qual é “a principal figura da oposição”, Rui Rio (PSD) continua a ser o nome mais indicado: reúne 32% das respostas (-2%), mais 4% (28%) do que André Ventura (Chega) que desceu 3%. Segue-se Catarina Martins do Bloco de Esquerda (17%, +4%) e, muito longe, Jerónimo de Sousa (PCP) e João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal), ambos com 3%.

MARCELO NOS 70%

O escorregão de Costa e o desaproveitamento da oposição deixam Marcelo Rebelo de Sousa “mais isolado no topo da popularidade”. O desempenho do Presidente é avaliado com “muito bom” e “bom” por 70% dos inquiridos. No capítulo da confiança, 52% dos inquiridos diz ter maior confiança no Presidente do que no primeiro-ministro, enquanto apenas 12% prefere Costa a Marcelo.


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