Um homem residente em Lousada é suspeito de ter procurado emprego como estafeta com o objetivo de furtar encomendas. O alegado esquema envolveria um cúmplice e recetadores que asseguravam o escoamento dos produtos desviados.
Segundo a informação divulgada pelo Jornal de Notícias, a investigação levou à apreensão, nas residências dos suspeitos, de objetos avaliados em cerca de 100 mil euros. Entre os artigos encontravam-se perfumes, telemóveis, material informático, roupa e peças de automóvel.
Suspeito terá começado a trabalhar na distribuição em 2025
De acordo com a notícia do JN reproduzida pelo Novum Canal, o homem tem 29 anos e terá sido contratado, no ano passado, por uma empresa de Penafiel que presta serviços à DPD Portugal.
Os furtos terão ocorrido ao longo de mais de um ano, durante o período em que o suspeito trabalhou na distribuição de encomendas. Os artigos seriam posteriormente encaminhados para compradores, permitindo o seu escoamento.
GNR deteve quatro pessoas
Num comunicado publicado a 21 de outubro, a Guarda Nacional Republicana confirmou uma operação relacionada com o “desvio de bens de encomendas confiadas a transportadoras”.
A intervenção foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Penafiel e resultou, a 20 de outubro, na detenção de três homens e uma mulher, com idades entre os 29 e os 36 anos, nos concelhos de Lousada e Guimarães.
Durante a ação, outro homem, de 29 anos, foi constituído arguido em Lousada.
Buscas passaram por quatro concelhos
Os militares realizaram 14 buscas: sete domiciliárias, seis em veículos e uma num estabelecimento comercial. As diligências decorreram em Felgueiras, Lousada, Penafiel e Guimarães.
Além de telemóveis, equipamentos eletrónicos, vestuário, calçado, perfumes, cosméticos, malas e óculos, foram apreendidos um veículo e 1.630 euros em dinheiro.
A GNR também identificou uma arma de fogo, 54 munições, um bastão artesanal, 12 doses de cocaína e duas de canábis. Os detidos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este.
Principais suspeitos impedidos de trabalhar em transportadoras
Segundo o Jornal de Notícias, informação também reproduzida pelo Novum Canal, os principais suspeitos ficaram impedidos de voltar a trabalhar em empresas de transporte de encomendas.
















