O antigo futebolista Fábio Paim quebrou o silêncio depois de ter sido acusado pelo Ministério Público de violar uma estudante universitária em Faro. O também ex-concorrente de reality shows, de 38 anos, rejeita as acusações e garante que pretende demonstrar a sua inocência em tribunal, tendo partilhado nas redes sociais uma mensagem em que sublinha que ainda não existe qualquer decisão judicial sobre o processo.
“Acusação não é condenação”, escreveu Fábio Paim numa publicação na sua conta de Instagram. A mensagem terá sido divulgada na segunda-feira, 26 de outubro, depois de serem conhecidas as acusações de violação, violação de domicílio e dano relacionadas com um episódio ocorrido em abril de 2023, na cidade de Faro.
Antigo futebolista garante que não conhece a jovem
Além da reação nas redes sociais, Fábio Paim terá negado os factos numa conversa telefónica com Léo Caeiro. O comentador revelou, durante a emissão de terça-feira, 27 de outubro, do programa “Olá, Bom Dia”, da CMTV, que contactou o antigo jogador para perceber como estava a reagir à divulgação do caso.
“O Fábio disse-me que não correspondia à verdade esta acusação, não conhece a pessoa em questão e que vai provar isso nas instâncias próprias. Mas ele estava muito abalado”, afirmou Léo Caeiro. O comentador acrescentou que o antigo futebolista se encontrava fragilizado com a situação, embora confiante na possibilidade de esclarecer os acontecimentos em tribunal.
Alegados crimes terão ocorrido em abril de 2023
Os factos que deram origem ao processo remontam à madrugada de 20 de abril de 2023. O Ministério Público acusa Fábio Paim de ter entrado à força num prédio em Faro e de se ter dirigido a um apartamento onde residiam estudantes universitárias, depois de alegadamente ter seguido uma jovem que encontrara num estabelecimento de diversão noturna.
O antigo jogador terá agredido uma das moradoras, que teria aproximadamente 20 anos na altura, antes da alegada violação. A jovem apresentou queixa às autoridades, dando origem a uma investigação conduzida pela PJ. Estes acontecimentos integram a versão apresentada pela acusação e ainda terão de ser apreciados em julgamento.
Vestígios biológicos terão permitido identificar o suspeito
O Correio da Manhã avança que a PJ recolheu vestígios biológicos na roupa da jovem e procedeu à sua análise. Segundo a mesma fonte, o cruzamento dos resultados com perfis genéticos existentes numa base de dados utilizada pelas autoridades terá permitido estabelecer uma correspondência com o ADN de Fábio Paim.
O antigo jogador foi posteriormente interrogado pela PJ e constituído arguido, não tendo sido apresentado a um juiz para primeiro interrogatório judicial por decisão do Ministério Público. A identificação através dos vestígios biológicos constitui um dos elementos referidos na investigação, mas caberá ao tribunal apreciar a prova e determinar a sua relevância para o esclarecimento dos factos.
Julgamento está marcado para 18 de novembro
Fábio Paim deverá começar a ser julgado no dia 18 de novembro. O processo envolve três crimes, nomeadamente violação, violação de domicílio e dano, relacionados com os acontecimentos descritos na acusação do Ministério Público.
O antigo futebolista, que passou pela formação do Sporting e participou posteriormente em programas de televisão, mantém a posição de que não praticou os factos que lhe são imputados. Segundo Léo Caeiro, pretende responder às acusações nas instâncias judiciais, onde terá oportunidade de apresentar a sua defesa.
Acusação não significa que exista uma condenação
A mensagem publicada por Fábio Paim nas redes sociais destaca uma distinção importante no funcionamento da justiça portuguesa. Uma acusação do Ministério Público significa que esta entidade considera existirem elementos suficientes para levar determinados factos a julgamento, mas não equivale a uma decisão judicial que estabeleça a responsabilidade criminal do arguido.
Assim sendo, será durante o julgamento que o tribunal irá analisar os elementos apresentados pela acusação e pela defesa, incluindo eventuais depoimentos e provas periciais. Até existir uma decisão judicial definitiva, Fábio Paim beneficia da presunção de inocência, princípio garantido pela Constituição da República Portuguesa.
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