Dizem os especialistas que pode ser referido como “bomba meteorológica” ou “ciclone-bomba” a sequência de tempestades que devastaram o país, semelhantes a furacões, com ventos a atingirem os 209 kms/h. Já não há memória de ventos tão fortes.

Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR)
Dizem os especialistas que estes fenómenos vão ver mais frequentes. Trancas à porta!
Vamos lembrar o histórico de tempestades violentas.
1941. Aconteceu no séc. XX “a maior de todas as tempestades”, com ventos da ordem dos 150 km/h.
1967. As cheias de 1967 são consideradas a maior calamidade e mais mortal desde o terramoto de 1755.
1979. A ponte 25 de Abril esteve fechada por causa dos ventos e o caudal do Rio Tejo galgou as margens.
1981. Cheias, com a região de Lisboa como zona mais afetada.
1983. Inundações em Lisboa. Os muros da saída do Estádio do Jamor foram destruídos pela força da corrente.
2010. A tragédia atingiu a ilha da Madeira, que viveu um dos piores momentos da sua história, quando as chuvas constantes deram lugar a uma enxurrada que deixou um rasto de destruição: perto de 50 mortos, quatro desaparecidos e 250 feridos.
2013. A Depressão Gong atravessou Portugal com ventos da ordem dos 130 km/h.
2018. Furacão Leslie. Um dos ciclones atlânticos mais fortes com impacto no território português. Os ventos atingiram 176 km/h.
2020. Tempestade Alpha. Um evento raro, sentido a norte de Figueira da Foz e zonas interiores.
2025. Às depressões trouxeram diversos fenómenos extremos, como o tornado que atingiu Albufeira. Chuva persistente, rajadas de vento de 170 km/h.
Dizem os especialistas que estes fenómenos vão ver mais frequentes. Trancas à porta!
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