Duas semanas após o início do verão, os areais começam a encher e os guarda-sóis multiplicam-se à beira-mar. Mas nem todos os que procuram refrescar-se sob o calor do sol o fazem nas tradicionais praias. Para quem prefere evitar a areia ou o vaivém das ondas, existe uma alternativa junto à costa que combina tranquilidade e água do mar.
Trata-se da Piscina Oceânica Alberto Romano, construída no paredão de Cascais. A estrutura aproveita a curva da face Este do Palácio Palmela, junto à entrada da vila, mesmo em frente ao antigo Hotel Estoril-Sol. A piscina tem cerca de 50 metros de comprimento e o acesso, apesar de gratuito, é bastante procurado, sobretudo nos meses mais quentes. Para além disso, a piscina ‘desaparece’ duas vezes ao dia, já que durante a preia-mar, o oceano oculta as linhas que definem o limite da piscina.
Um espaço natural com água salgada e sem ondas
De acordo com a TimeOut, esta piscina oceânica é alimentada diretamente pelo Atlântico, o que garante a qualidade da água e uma sensação semelhante à das praias tradicionais. A sua profundidade reduzida torna-a particularmente atrativa para famílias com crianças.
Segundo a mesma fonte, a presença de nadador-salvador durante a época balnear reforça a segurança do espaço, sendo um dos motivos que explica a sua popularidade entre locais e visitantes.
Localização acessível para quem vem de carro ou comboio
Localizada entre a Praia da Duquesa e a Praia das Moitas, a piscina está integrada no paredão pedonal de Cascais, a uma curta distância da estação ferroviária. Quem optar por se deslocar de carro pode estacionar no parque pago situado no final da Alameda Duquesa de Palmela.
Acrescenta a publicação que a proximidade de uma esplanada com bar e restaurante permite combinar o mergulho com uma refeição ou bebida à beira-mar.
Homenagem a uma figura da região
O espaço foi batizado com o nome de Alberto Romano, antigo presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril. Refere a mesma fonte que a designação homenageia o contributo desta figura para o desenvolvimento turístico da região.
Com uma localização estratégica e envolvente cuidada, a piscina tornou-se parte do imaginário estival da vila, funcionando como ponto de encontro e espaço de lazer.
Uma vila com mais para ver para além da piscina
Explica o site Lisboa Secreta que Cascais oferece muito mais além dos mergulhos. Desde a Marina, com cerca de 650 embarcações, aos museus, parques e casas senhoriais, a vila tem vários pontos de interesse para quem ali passa o dia ou decide prolongar a visita.
Entre os locais referidos, destaca-se a Casa de Santa Maria, projetada por Raul Lino; e o Farol de Santa Maria, atualmente museu. Ambos ficam junto à Cidadela, em plena linha de costa.
Museus, cultura e arquitetura
Conforme a mesma fonte, o Museu Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães é outro ponto de paragem obrigatória. Com uma valiosa coleção de arte e obras raras, como um manuscrito de 1505, o edifício é também relevante pela sua arquitetura revivalista.
A poucos minutos dali, a Casa das Histórias Paula Rego, desenhada por Eduardo Souto de Moura, expõe permanentemente a obra da artista. O espaço acolhe ainda exposições temporárias e iniciativas pedagógicas.
Verde, sobra e tranquilidade no centro da vila
O Parque Marechal Carmona é descrito pela mesma fonte como uma das zonas verdes mais completas de Cascais. Com relvados amplos, parque infantil, mini zoo e zonas de merendas, é uma alternativa para quem procura um passeio tranquilo após um mergulho.
Para os que preferem mobilidade, a ciclovia que liga Cascais ao Guincho é apontada como uma das mais cénicas do país, com cerca de nove quilómetros entre o mar, as dunas e a serra. A Piscina Oceânica Alberto Romano é, assim, apenas o ponto de partida para descobrir uma vila onde o lazer se distribui entre mar, cultura e natureza.
















