A companhia aérea Ryanair pediu uma ação imediata às autoridades de aviação civil para conter atrasos que estão a afetar operações em vários aeroportos europeus. De acordo com o Daily Mail, a transportadora de baixo custo alertou para o impacto de atrasos significativos na partida de voos, provocados por limitações no controlo de tráfego aéreo.
Este apelo da Ryanair direcionado à ANA – Aeroportos de Portugal surge num momento em que se aproxima o pico do período de viagens de verão.
A empresa irlandesa estima que milhões de passageiros possam ser afetados caso não sejam adotadas medidas para minimizar o congestionamento aéreo.
Problemas que se acumulam em solo nacional
O Daily Mail indica que, em Portugal, os atrasos são particularmente visíveis nos aeroportos de Faro, Lisboa e Porto. Estes três terminais registam filas prolongadas e um número crescente de voos que partem fora do horário previsto, obrigando muitos passageiros a reorganizar planos e conexões.
Os problemas não se limitam a Portugal, de acordo com a fonte acima mencionada. Em França, Itália e Alemanha, o cenário repete-se, com controladores de tráfego aéreo a enfrentarem dificuldades para responder ao volume acrescido de aeronaves, sobretudo em horários de maior movimento.
Um verão que se adivinha complicado
Para a Ryanair, a situação torna-se ainda mais preocupante devido ao aumento de voos programados para os meses de julho e agosto. A empresa sublinha que, sem reforço de pessoal e melhorias na gestão do espaço aéreo, os atrasos poderão multiplicar-se, afetando a pontualidade de milhares de partidas diárias.
A companhia garante que está a fazer tudo para reduzir o impacto junto dos clientes, mas afirma que as limitações impostas pelos serviços de controlo estão fora do seu alcance. Segundo o Daily Mail, a Ryanair emitiu um comunicado exigindo uma “resolução urgente” para os atrasos nos aeroportos, descrevendo a situação atual como “completamente inaceitável”.
Clientes confrontados com prejuízos
Passageiros em vários países têm relatado perdas de ligações, reservas de hotéis e excursões, sem garantia de compensação imediata, segundo a fonte acima. Algumas associações de defesa do consumidor aconselham os viajantes a conhecerem os direitos em caso de atrasos prolongados.
Uma das principais críticas dirigidas ao setor é a falta de coordenação entre operadores, serviços de navegação aérea e entidades governamentais.
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Impacto sentido também nas tripulações
Além dos passageiros, a gestão dos atrasos tem consequências diretas para as tripulações. Segundo escreve o jornal britânico, a escala dos pilotos e assistentes de bordo é frequentemente ajustada à última hora, gerando pressão acrescida sobre os profissionais e sobre os horários de descanso obrigatórios.
As autoridades de aviação, por sua vez, reconhecem a complexidade do problema, mas lembram que a contratação e formação de controladores exige tempo. Enquanto isso, apelam à compreensão dos passageiros.
Reforço temporário como solução imediata
Uma das soluções avançadas pela Ryanair passa pelo reforço temporário de equipas de controlo em pontos críticos da rede europeia. A transportadora acredita que esta medida poderá aliviar o tráfego nos momentos de maior pico.
Para os viajantes portugueses, a recomendação passa por chegar mais cedo aos aeroportos de Faro, Lisboa e Porto, e consultar regularmente o estado dos voos.
Planos de contingência em avaliação
As autoridades europeias de aviação civil já estão a discutir planos de contingência. No entanto, não existem garantias de que estes planos entrem em vigor a tempo de conter os atrasos previstos para o auge das férias.
A Ryanair insiste que só uma resposta coordenada poderá garantir que o fluxo de passageiros não se torne insustentável. Caso contrário, receia-se que as reclamações se multipliquem.
À espera de uma resposta
O Daily Mail sublinha que a pressão sobre os serviços de controlo aéreo é um problema estrutural que não se resolve apenas com medidas pontuais. Ainda assim, as companhias aéreas insistem na urgência de intervenções imediatas para proteger os consumidores.
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