Se alguma vez se perguntou quem são os profissionais que levam para casa os “ordenados de sonho” em Portugal, a resposta acabou de chegar. Um novo estudo do ManpowerGroup revelou quais os cargos que estão no topo da tabela salarial em 2026, com valores que tocam o teto dos 150 mil euros anuais para as funções mais críticas.
A lista deste ano divide-se em dois mundos. De um lado está a elite de gestão que resolve problemas financeiros e tecnológicos complexos. Do outro, os técnicos especializados que, devido à escassez de talento, viram o seu valor de mercado disparar. Se está a pensar mudar de carreira ou apenas curioso, aqui está o mapa do tesouro.
O campeão: O “Guardião do Cofre” (CFO)
No topo absoluto da lista, validando o valor recorde deste ano, está o Diretor Financeiro, ou CFO (Chief Financial Officer). Em 2026, este cargo vale literalmente ouro, com salários que variam entre os 90 mil e os 150 mil euros anuais.
Esqueça a imagem do contabilista fechado no escritório. O CFO de hoje é o braço direito da administração, o estratega que decide onde se investe e como se protege o dinheiro da empresa num mercado instável. É a responsabilidade máxima, paga ao preço máximo.
A Elite da Indústria (Diretor Industrial)
Muitas vezes esquecido, mas extremamente lucrativo, o cargo de Diretor Industrial surge logo a seguir ao topo, com vencimentos que podem chegar aos 140 mil euros.
Estes profissionais são os “maestros” das fábricas e da produção. Com a reindustrialização e a necessidade de cadeias de montagem eficientes, quem consegue gerir operações complexas está a ser disputado a “peso de ouro” pelas grandes empresas em Portugal.
Os gurus da Tecnologia (CTO e CISO)
Como seria de esperar, a tecnologia continua a pagar prémios elevados. Os Diretores de Tecnologia (CTO) e de Segurança de Informação (CISO) mantêm-se no pódio dos mais bem pagos.
Num mundo onde um ciberataque pode paralisar uma empresa, os “seguranças digitais” (CISO) ganharam um poder negocial enorme. As empresas pagam para não ter problemas, e isso reflete-se em pacotes salariais que competem diretamente com a administração.
A surpresa da Procura: Encarregados de Obra
Embora não cheguem aos 150 mil euros dos diretores, os Encarregados de Obra são a grande surpresa do ano pela valorização percentual. A falta crítica de talento na construção civil fez disparar os salários destes profissionais, que agora rondam os 25 mil a 40 mil euros anuais. Estes são valores muito acima da média nacional para funções técnicas.
É a prova de que a lei da oferta e da procura funciona. Não é preciso ser doutorado para ter um salário competitivo, basta saber fazer o que poucos sabem fazer.
O que têm todos em comum?
Pode parecer que um CFO e um Encarregado de Obra têm pouco a ver, mas há um fio condutor que une todas estas profissões: a escassez de talento e a capacidade de resolução de problemas.
Esta é a principal conclusão que se retira dos dados do ManpowerGroup: as empresas portuguesas estão dispostas a abrir os cordões à bolsa, mas apenas para quem traga resultados imediatos. Seja a gerir milhões de euros ou a coordenar uma obra complexa, o mercado paga, acima de tudo, a competência e a liderança que as máquinas ainda não conseguem substituir.
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