Em frente à Praia do Bico das Lulas, na península de Troia, surge um banco de areia onde também se pode fazer praia. A verdade é que este extenso cordão arenoso, acessível apenas por via marítima, tem vindo a atrair a atenção de quem procura uma experiência diferente nas águas do Sado. O acesso faz-se por barco a partir do porto de Setúbal, sendo esta a única forma de lá chegar, uma vez que não existem caminhos terrestres ou ligações pedonais a partir da costa.
De acordo com o site Lisbon Beaches Guide, este banco de areia é frequentemente chamado de “Ilha de Troia”, embora não seja uma ilha no sentido estrito, mas sim uma formação arenosa que se destaca sobretudo durante a maré baixa. A paisagem, voltada a poente, oferece uma vista privilegiada sobre a serra da Arrábida e está rodeada por águas calmas, ideais para banhos e mergulhos.
Só com barco e com marcação
Para quem pretende visitar este local é necessário recorrer aos serviços da empresa Boat Ride Sado, que opera a partir do porto de Setúbal. Conforme explica a própria empresa, a travessia custa 17 euros por pessoa, ida e volta, e só se realiza com o mínimo de dois passageiros. A reserva tem de ser feita antecipadamente através do contacto telefónico 912 458 721.
O areal em frente à península é um dos mais bem preservados do país, fazendo parte de um conjunto de praias com características distintas ao longo de cerca de 65 quilómetros até Sines. Troia-Mar, Bico das Lulas, Troia-Galé e Soltroia são os principais segmentos nomeados, cada um com diferentes níveis de ocupação e serviços.
A maior praia de Portugal e com espaços desabitados
O banco de areia em frente à praia do Bico das Lulas destaca-se por estar completamente isolado de construções e por proporcionar uma sensação de deserto, mesmo em pleno mês de agosto. Há vários pontos ao longo da costa onde a ocupação é praticamente inexistente, permitindo aos visitantes explorar zonas recatadas, muitas vezes usadas para naturismo discreto entre Troia-Galé e Soltroia.
Do lado da península, a paisagem conjuga pinhais, dunas e uma frente de mar com vista direta para o Parque Natural da Arrábida. Toda a área é habitat de uma população residente de golfinhos, que por vezes pode ser avistada a partir da costa ou durante a travessia de barco até ao banco de areia.
Entre luxo e património romano
Embora Troia tenha vindo a ser associada a um turismo de gama mais elevada, especialmente nas últimas décadas, a região continua a preservar vestígios do seu passado histórico. De acordo com o Lisbon Beaches Guide, é possível visitar ruínas romanas do século I, onde funcionava um centro de salga de peixe e uma basílica paleocristã.
Este banco de areia representa, assim, uma faceta menos explorada do destino, oferecendo uma extensão de areia acessível apenas a quem esteja disposto a marcar lugar no barco e a descobrir um recanto do litoral português que ainda escapa à maioria dos mapas turísticos.
















