A Google disponibiliza um mapa interativo que permite verificar se uma determinada zona apresenta risco de inundações, numa altura em que várias regiões de Portugal registam níveis elevados de saturação do solo. A ferramenta, desenvolvida no âmbito dos projetos de investigação da empresa, cruza dados meteorológicos, hidrológicos e históricos para identificar áreas mais vulneráveis a cheias repentinas.
A informação surge num contexto particularmente sensível. Em várias zonas do país, sobretudo no litoral norte e centro, o solo já não consegue absorver grandes quantidades de água, o que aumenta o risco de inundações rápidas sempre que ocorrem episódios de chuva intensa.
Essa realidade é visível no mapa da Google, que assinala com maior densidade de alertas algumas dessas regiões.
De acordo com o site Pplware, site especializado em tecnologia e atualidade, esta ferramenta foi criada para ajudar cidadãos, investigadores e entidades públicas a compreender melhor o risco de cheias repentinas, um fenómeno que tem vindo a tornar-se mais frequente devido às alterações climáticas e à concentração de precipitação em curtos períodos de tempo.
Um mapa global com leitura local
O mapa de risco de inundações está disponível através da plataforma Flood Hub, um portal da Google dedicado à monitorização de cheias a nível mundial.
Segundo a mesma fonte, o sistema recorre a modelos avançados de previsão, alimentados por dados recolhidos por satélites, previsões meteorológicas e informação fornecida por entidades locais.
Ao aceder à plataforma, o utilizador encontra um mapa global com uma coluna lateral onde é possível ativar ou desativar diferentes camadas de informação.
Por defeito, surgem destacadas as zonas com maior probabilidade de ocorrência de inundações repentinas, identificadas através de pontos de cores distintas, consoante o nível de risco estimado.
Como saber se vive numa zona de risco
A utilização do mapa é simples. É possível fazer zoom até uma localidade específica ou ativar a visualização híbrida, que combina cartografia com imagens de satélite. Segundo explica o Pplware, esta opção permite perceber melhor o contexto urbano ou natural da área analisada.
Cada ponto assinalado corresponde a uma estimativa de risco. Ao clicar num desses pontos, surge uma janela informativa com dados adicionais, incluindo a evolução prevista do risco ao longo do tempo e a origem da informação utilizada. A Google indica ainda o grau de confiança associado às previsões apresentadas.
Uma ferramenta complementar, não um alerta oficial
Importa sublinhar que este mapa não substitui os avisos emitidos pela Proteção Civil ou pelo IPMA. De acordo com a publicação especializada, trata-se de uma ferramenta complementar, pensada para reforçar a literacia do risco e permitir uma consulta rápida e acessível por parte do público.
Num cenário em que os fenómenos meteorológicos extremos se tornam cada vez mais frequentes, o acesso a este tipo de informação pode ajudar a antecipar riscos e a tomar decisões mais informadas, sobretudo para quem vive em zonas historicamente afetadas por cheias.















