O desaparecimento de uma mulher de 75 anos, diagnosticada com Alzheimer, terminou de forma inesperada em Lisboa, depois de a idosa ter saído de casa, em Barcelos, sem avisar a família. O caso esteve em aberto durante cerca de 48 horas e foi resolvido graças à atenção de um agente da PSP, que identificou a mulher num comboio prestes a chegar à estação de Sete Rios, já na capital.
A situação foi tornada pública após a confirmação de que a idosa tinha sido dada como desaparecida dois dias antes, num episódio que levantou preocupações acrescidas devido ao seu estado de saúde, à ausência de bagagem e ao facto de ter percorrido cerca de 400 quilómetros sozinha.
Atenção no transporte público foi decisiva
De acordo com o jornal Correio da Manhã, a mulher chamou a atenção de um agente da PSP por volta das 8 h da última quarta-feira, 21 de janeiro, quando seguia num comboio com destino a Lisboa. O polícia reparou no seu aspeto frágil e no comportamento desorientado, optando por abordá-la antes da chegada à estação.
Segundo a mesma fonte, a idosa não soube explicar de onde vinha nem para onde se dirigia, o que levou o agente a contactar de imediato a Divisão de Segurança a Transportes Públicos, desencadeando diligências que permitiram cruzar dados com uma participação de desaparecimento registada no Minho.
Desaparecimento tinha sido comunicado em Barcelos
Conforme apurou o jornal, a mulher tinha sido dada como desaparecida no dia 19 de janeiro, depois de sair da casa da filha, em Barcelos, sem deixar qualquer indicação sobre o destino. A família alertou as autoridades após não conseguir estabelecer contacto durante dois dias.
A publicação acrescenta que a idosa sofre de Alzheimer, tem um pacemaker e apresenta episódios frequentes de desorientação e perda de memória, fatores que aumentaram o grau de alerta das autoridades enquanto o seu paradeiro era desconhecido.
Ligação antiga a Lisboa ajuda a explicar o percurso
Segundo o Correio da Manhã, a mulher viveu em Lisboa até há cerca de um ano e meio, antes de se mudar para Barcelos para junto de familiares. Recentemente, terá manifestado vontade de regressar à capital, considerando que o norte do país era demasiado frio.
“Ela queria voltar para Lisboa”, lê-se na publicação do mesmo jornal, indicando que essa preferência poderá explicar a escolha do destino, apesar do estado clínico que a impedia de viajar em segurança sem acompanhamento.
Após a identificação, a PSP de Lisboa contactou a filha da idosa, que se deslocou de imediato de Barcelos para a capital. A mulher foi entretanto encaminhada para uma unidade hospitalar para observação, sempre acompanhada por agentes.
O reencontro entre mãe e filha aconteceu pelas 19:40 h do mesmo dia, colocando fim a um desaparecimento que terminou sem consequências graves, mas que expôs os riscos associados à mobilidade involuntária de pessoas com doenças neurodegenerativas.
















