A oferta turística de Portugal está longe de se resumir aos destinos mais visitados, como Lisboa, Porto, Douro ou Algarve. No sul do país, entre o Tejo e o Algarve, encontra-se uma região vasta e ainda pouco explorada: o Alentejo. Segundo a Elle, esta zona combina “património histórico, boa gastronomia e aldeias pitorescas com um litoral surpreendente”, onde algumas praias, nomeadamente a Atlântica, a de São Torpes e a da Comporta preservam características que hoje escasseiam noutras regiões costeiras da Europa.
Com menos afluência do que os areais do sul de Espanha, o litoral alentejano esconde praias de areia clara, falésias recortadas e vilas piscatórias onde o tempo parece correr devagar. A Praia Atlântica, a Praia de São Torpes e a Praia da Comporta receberam a distinção de “praias de poluição zero”, com águas de excelente qualidade e ambientes bem preservados.
Praia Atlântica: entre Tróia e o mar
Localizada na península de Tróia, a Praia Atlântica é, das três, a mais frequentada. Ainda assim, mantém uma envolvência natural que a distingue de outras praias urbanas. De acordo com a mesma fonte tem ondas suaves, infraestruturas adequadas a famílias e boas condições para iniciantes em desportos como windsurf ou kitesurf.
A proximidade de bares, hotéis e restaurantes torna-a uma escolha prática para quem quer conjugar comodidade com contacto com a natureza. Nas imediações, a Serra da Arrábida oferece trilhos pedestres com vista para o Atlântico e é possível, em dias de sorte, observar golfinhos a partir da costa.
São Torpes: para quem quer espaço e silêncio
Mais a sul, junto a Sines, a Praia de São Torpes é ideal para quem procura tranquilidade. Escreve a Elle que esta praia de areia larga, raramente lotada, oferece ondas favoráveis à prática de surf e águas mais quentes do que o habitual na costa portuguesa, devido à proximidade da central termoelétrica local.
Além das atividades na praia, a publicação sugere visitas culturais nas redondezas, como o castelo de Sines ou os percursos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma das zonas mais bem preservadas do país.
Comporta: o lado ‘eco-chic’ do Alentejo
A Praia da Comporta tem vindo a atrair atenções internacionais pelo seu ambiente discreto mas sofisticado. A combinação de arrozais, dunas e uma oferta turística elegante atrai visitantes em busca de um refúgio natural, mas com conforto.
Ao entardecer, é possível fazer passeios a cavalo junto à água. E a poucos minutos, o porto palafítico da Carrasqueira, construído sobre estacas de madeira pelos pescadores locais, oferece um cenário fotográfico singular. Se o movimento for excessivo, a revista recomenda seguir para Melides, uma alternativa mais tranquila.
Melides: recuar sem parar no tempo
A zona de Melides continua a ser um segredo bem guardado. A sua praia, extensa e serena, convida ao descanso, mas também à prática de canoagem e à observação de aves. Conforme escreve a Elle, o local é propício a caminhadas e trilhos pouco explorados, proporcionando uma experiência de contacto com a natureza longe dos roteiros turísticos habituais.
O ambiente de Melides contrasta com os destinos mais massificados e é apontado como o complemento perfeito à experiência na Comporta.
Um litoral por descobrir
Estas praias alentejanas distinguem-se pela qualidade das suas águas e pela ausência de grandes multidões. Acrescenta a publicação que, apesar da proximidade geográfica a centros urbanos como Lisboa ou Setúbal, a sensação dominante nestas praias é de isolamento e autenticidade.
Num tempo em que os destinos costeiros enfrentam desafios como a sobrelotação ou a poluição, o Alentejo surge como alternativa viável e sustentável para quem procura tranquilidade e contacto com o mar.
Sem comparação com o sul de Espanha
A Elle destaca ainda que estas praias não ficam atrás das mais conhecidas de Cádiz. Pelo contrário, oferecem mais espaço, menos ruído e, em muitos casos, uma envolvência ambiental mais bem preservada. É essa combinação que faz com que se tornem recomendação habitual entre quem procura locais ainda por descobrir.
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