Uma aldeia portuguesa, ainda pouco conhecida por muitos, está a despertar a curiosidade da imprensa internacional. Com um ambiente tranquilo e envolvido por natureza praticamente intacta, este destino tem conquistado novos visitantes durante os meses mais quente
Aldeia da Lapa dos Dinheiros
Segundo a edição espanhola da National Geographic, trata-se da aldeia da Lapa dos Dinheiros, situada na Serra da Estrela. Descrita como um destino “idílico” no interior do país, é ideal para quem procura fugir à agitação das cidades. A jornalista Lucía Díaz Madruga, especialista em viagens e gastronomia, apresenta-a como um autêntico refúgio de natureza, onde o tempo parece abrandar. A aldeia foi destacada pelas suas águas límpidas, envolvidas por formações rochosas e vegetação autóctone, criando cenários pouco comuns até em regiões mais turísticas.
De acordo com a mesma fonte, o local conta com uma piscina natural que se tornou o grande atrativo durante os meses de verão. Esta zona de lazer é formada por águas frescas e límpidas, rodeada por castanheiros e moinhos antigos, num cenário que convida à contemplação e ao descanso. As infraestruturas, embora discretas, estão bem integradas na paisagem, permitindo aos visitantes usufruírem do espaço sem interferir com a harmonia natural do local.
Piscinas naturais no centro das atenções
O destaque dado pela mesma fonte recai sobretudo sobre a qualidade e beleza das águas da aldeia. Estas piscinas naturais, com margens em pedra e rodeadas por vegetação densa, são descritas como um “tesouro escondido” que representa bem a riqueza paisagística de Portugal. A publicação refere que, ao contrário de outros destinos de verão mais conhecidos, aqui reina a tranquilidade e a autenticidade.
Este tipo de espaço, ainda pouco divulgado, tem atraído cada vez mais visitantes, em particular de Espanha, curiosos com a experiência que este tipo de aldeia oferece. Como indicou a mesma fonte, trata-se de um destino que alia beleza natural a um património rural bem conservado, onde é possível observar práticas agrícolas, construções em pedra e uma relação próxima entre os habitantes e o meio envolvente.
A piscina natural não é o único ponto de interesse. Nas imediações, é possível encontrar fósseis e antigas estruturas ligadas à moagem e ao aproveitamento da água, o que acrescenta valor histórico e científico à experiência. A paisagem é dominada por formações geológicas peculiares e espécies vegetais pouco comuns, que tornam o passeio ainda mais enriquecedor.
Trilhos e segredos naturais
Para os que preferem caminhar, a publicação espanhola destaca também os trilhos da zona. Um dos percursos mais procurados é o Trilho da Caniça, um caminho circular com cerca de sete quilómetros que atravessa vales, zonas de sapal e áreas de floresta. Pelo caminho, é possível encontrar formações rochosas singulares, como as que os habitantes apelidaram de “Cornos do Diabo”.
Outro ponto de interesse mencionado é o Poço do Sumo, uma formação natural onde a água corre por baixo da terra, num fenómeno pouco visível à superfície. Estes elementos tornam o passeio especialmente apelativo para quem aprecia contacto direto com a natureza e experiências fora dos roteiros habituais.
A aldeia em destaque insere-se numa região rica em biodiversidade, onde predominam os castanheiros centenários, espécies arbóreas raras e uma fauna que se mantém relativamente protegida. Estes elementos reforçam a imagem de um destino ainda autêntico, preservado e com muito para oferecer a quem gosta de explorar com calma.
Um hotel no meio da natureza
Para quem procura prolongar a estadia, a publicação espanhola recomenda o Casas da Lapa Nature & SPA Hotel. Instalado numa antiga casa rural, este hotel combina conforto moderno com o ambiente típico do interior português. Conta com spa, piscinas interiores e exteriores, e até uma pequena sala de cinema com acesso a plataformas de streaming.
Segundo a mesma fonte, a unidade hoteleira oferece uma experiência de descanso completa, com uma forte ligação à gastronomia regional. O restaurante no local serve pratos típicos confecionados com produtos locais, respeitando receitas e sabores da tradição. Esta abordagem permite ao visitante viver a região de forma mais profunda, não apenas através da paisagem, mas também da cultura e da alimentação.
A combinação entre alojamento de qualidade, paisagem preservada e atividades ao ar livre reforça a imagem desta aldeia como uma alternativa aos destinos turísticos mais movimentados. Como refere a a mesma fonte, trata-se de um exemplo do que Portugal tem de melhor fora dos grandes centros: autenticidade, natureza e hospitalidade.
Um fenómeno crescente
Embora ainda não figure nos roteiros mais populares, a visibilidade internacional pode contribuir para um aumento do interesse nesta aldeia e noutras semelhantes espalhadas pelo território nacional. O reconhecimento por parte de uma publicação internacional como a National Geographic dá novo fôlego à valorização do interior português.
Com pouco mais de 400 habitantes e a uma altitude superior a 700 metros, esta aldeia mantém um modo de vida tranquilo, adaptado ao ritmo das estações e das necessidades do campo. Segundo a mesma fonte, a localização próxima da fronteira e o acesso relativamente simples contribuem para que o destino seja cada vez mais procurado por visitantes vindos de Espanha.
Este destaque reforça o valor das pequenas localidades portuguesas enquanto destinos sustentáveis, onde é possível desfrutar de uma experiência mais íntima, longe das multidões, sem perder qualidade ou autenticidade. O fenómeno poderá alargar-se a outras regiões, trazendo consigo novas oportunidades de desenvolvimento e valorização do território.
















