O Portal das Comunidades Portuguesas publicou recentemente um alerta a recomendar o adiamento de viagens não indispensáveis para Cuba, numa altura em que o país enfrenta uma crise energética com impacto direto no quotidiano e no setor do turismo. A situação já levou ao encerramento temporário de unidades hoteleiras e poderá afetar serviços essenciais, segundo a informação divulgada.
De acordo com a SIC Notícias, o Governo português decidiu emitir esta recomendação face à escassez de combustível e às medidas de emergência adotadas pelas autoridades cubanas para responder às limitações no abastecimento energético.
Serviços essenciais sob pressão
O aviso publicado pelas autoridades portuguesas sublinha que o atual contexto poderá comprometer o funcionamento regular de vários serviços públicos. Entre as áreas potencialmente afetadas estão os cuidados de saúde, os transportes, o abastecimento de água, o fornecimento de eletricidade, as comunicações e o comércio.
“Face à imprevisibilidade e risco de agravamento das condições atuais, aconselha-se os viajantes a considerar o adiamento de deslocações não indispensáveis a Cuba até que a situação estabilize”, pode ler-se na comunicação oficial citada pela mesma fonte, que alerta para a possibilidade de constrangimentos adicionais.
Hotéis encerrados e turistas redistribuídos
No terreno, as medidas já começaram a produzir efeitos visíveis no setor turístico. Escreve a publicação que o governo cubano iniciou o encerramento de alguns hotéis e procedeu à transferência de turistas para outras unidades, numa tentativa de concentrar recursos disponíveis.
As unidades afetadas situam-se sobretudo em Varadero e no norte da ilha. Conforme a mesma fonte, estão abrangidos hotéis pertencentes a cadeias internacionais, como a espanhola Meliá, a também espanhola Iberostar e a canadiana Blue Diamond, refletindo a dimensão da resposta adotada.
Impacto nas viagens e atividades
O alerta português não se limita à hotelaria e estende-se às deslocações e às atividades programadas pelos visitantes. “Adverte-se ainda para o encerramento temporário de algumas unidades hoteleiras e possíveis disrupções nos voos, deslocações, excursões e atividades recreativas”, refere o aviso citado.
De salientar que estas perturbações poderão traduzir-se em alterações de itinerários, cancelamentos ou atrasos, afetando diretamente quem tenha viagens marcadas para o destino nos próximos tempos.
Recomendações para quem não pode adiar
Apesar do desaconselhamento de viagens não indispensáveis, o Governo reconhece que poderão existir situações em que o adiamento não seja possível. Segundo a mesma fonte, nesses casos é recomendada a inscrição na aplicação Registo Viajante, ferramenta que permite às autoridades portuguesas manter contacto com cidadãos no estrangeiro.
É igualmente aconselhada a contratação de um seguro de viagem abrangente, “que cubra situações de evacuação médica e de cancelamento ou interrupção de viagem”, de forma a acautelar eventuais imprevistos num contexto de instabilidade operacional.
As causas da crise energética
A atual crise energética em Cuba resulta de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. A SIC Notícias explica que entre as causas apontadas estão as sanções impostas pelos Estados Unidos, o impacto prolongado da pandemia de covid-19 na economia, limitações energéticas e financeiras internas e a redução de voos internacionais.
Perante este cenário, o Governo português optou por reforçar o alerta aos cidadãos, recomendando prudência e o adiamento de deslocações não indispensáveis até que a situação no país estabilize e os serviços essenciais recuperem previsibilidade.
















