Com a subida das temperaturas, muitas famílias montam piscinas portáteis nos seus jardins para refrescar os dias de verão. Estas estruturas, práticas e acessíveis, tornaram-se comuns em quintais um pouco por todo o mundo. Contudo, um alerta recente das autoridades norte-americanas refere que este produto está a ser retirado do mercado devido a riscos graves para a segurança das crianças.
A Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos (CPSC) ordenou a recolha de cinco milhões de piscinas elevadas, após a confirmação de nove mortes por afogamento envolvendo crianças com menos de três anos. O risco, segundo o comunicado, está nas tiras de compressão instaladas nas laterais das piscinas, que, apesar de servirem para reforçar a estrutura, facilitam o acesso de crianças ao interior, mesmo na ausência de escadas.
Nove mortes, três marcas e um risco mal identificado
De acordo com a CPSC, o problema afeta modelos com mais de 1,20 metros de altura vendidos desde 2002 por três fabricantes: Bestway, Intex e Polygroup. Estas piscinas foram produzidas na China e distribuídas nos Estados Unidos por cadeias como Walmart, Target, Sears e Toys “R” Us, além de plataformas como a Amazon. Cerca de 266 mil unidades foram também vendidas no Canadá.
Entre 2007 e 2023, nove crianças, com idades entre os 22 meses e os 3 anos, perderam a vida depois de acederem às piscinas sozinhas. Em pelo menos três outras situações, registaram-se incidentes não fatais. Todas envolviam o uso involuntário das tiras de compressão como apoio para subir.
As piscinas elevadas, frequentemente vistas como alternativas seguras e económicas às construções permanentes, podem, neste caso, esconder um perigo real. As autoridades sublinham que o problema não está nas escadas ou na profundidade, mas na própria estrutura exterior, que inadvertidamente permite que crianças pequenas consigam trepar até ao bordo da piscina sem ajuda.
O que fazer se tiver uma destas piscinas
A CPSC recomenda que os consumidores verifiquem a etiqueta da piscina, onde estão indicados a marca e o número de modelo. Caso o produto esteja incluído na lista de recolha, os fabricantes estão a disponibilizar gratuitamente um kit de segurança. Este kit inclui uma corda de reforço que substitui as tiras de compressão, fixando os suportes da piscina ao solo e impedindo que estas funcionem como degraus.
O novo sistema de segurança deve ser instalado antes de remover as tiras antigas. Até lá, os responsáveis pedem que as famílias garantam que as crianças não têm acesso à piscina sem supervisão ou, em alternativa, que esvaziem completamente a estrutura.
Apesar de incidentes deste tipo não serem frequentes, a CPSC relembra que, todos os anos, cerca de 350 crianças com menos de cinco anos morrem afogadas em piscinas nos Estados Unidos. A maioria dos casos ocorre em contexto doméstico e envolve poucos minutos de distração.
Este caso sublinha a importância de avaliar não apenas os riscos óbvios, mas também os detalhes menos visíveis que podem comprometer a segurança em espaços familiares. causas de morte acidental entre crianças nos Estados Unidos. Estima-se que, todos os anos, cerca de 350 crianças com menos de cinco anos morram em piscinas.
O alerta deixa claro que nem sempre o perigo está onde esperamos. E que, mesmo em casa, a segurança aquática deve ser levada a sério.
















