A escolha do bacalhau é determinante para a qualidade dos pratos tradicionais na época festiva. Ainda no ponto de venda, existem sinais visuais e sensoriais que ajudam a perceber se o peixe foi bem curado, bem conservado e se está próprio para consumo, mesmo quando a peça aparenta estar em bom estado numa primeira observação.
Manchas e cor que denunciam problemas
De acordo com os especialistas da DECO PROteste, associação especializada na defesa do consumidor e em testes comparativos de produtos alimentares, a cor da carne é um dos primeiros fatores a ter em conta.
Peças com tonalidades amareladas, acastanhadas ou com manchas escuras tendem a indicar falhas no processo de cura ou problemas de conservação. A mesma fonte refere que a carne clara e uniforme está normalmente associada a um produto mais seguro e estável.
Em peças embaladas, a presença de zonas humedecidas ou vestígios de escorrimento dentro do saco é outro sinal de alerta. O excesso de humidade afecta a textura das fibras e aumenta o risco de deterioração, mesmo que o produto ainda esteja dentro do prazo de validade.
Textura e cheiro que não enganam
A firmeza do bacalhau é um dos testes mais simples e eficazes. Quando pressionado, o peixe deve manter resistência. Se a textura for esponjosa, demasiado mole ou excessivamente quebradiça, a qualidade está comprometida.
Segundo a mesma fonte, estas alterações resultam, muitas vezes, de oscilações de temperatura ou de armazenamento incorrecto.
O odor é igualmente revelador. O bacalhau bem curado apresenta um cheiro suave e limpo. Aromas intensos, ácidos ou desagradáveis indicam que a peça pode já não estar própria para consumo. Este é um dos sinais mais fiáveis e, ao mesmo tempo, um dos mais ignorados pelos consumidores.
Rotulagem e cura que fazem a diferença
A forma como o bacalhau foi curado e apresentado ao consumidor também merece atenção. Peças excessivamente secas, com zonas quebradiças ou, pelo contrário, demasiado húmidas, levantam dúvidas quanto ao equilíbrio do processo de salga e secagem.
A presença de cristais de sal é normal, mas o aparecimento de bolor, mesmo superficial, é motivo suficiente para rejeitar o produto.
A rotulagem clara é outro indicador de confiança. A identificação da espécie, a origem e as instruções de conservação são sinais de controlo de qualidade e transparência por parte do produtor. Tal como refere a DECO PROteste, estes cuidados simples ajudam a evitar más escolhas e a garantir maior segurança alimentar na mesa.
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