Na extremidade de uma península cercada por mar, ergue-se um destino onde o Atlântico se cruza com séculos de história. A poucos quilómetros da fronteira portuguesa e a menos de três horas de carro de Castro Marim, no Algarve, esta cidade portuária andaluza tem sido ponto de chegada e partida de muitas civilizações, com vestígios que se revelam em cada rua estreita, praça soalheira ou torre com vista para o mar.
A entrada no centro histórico de Cádiz faz-se através das monumentais Puertas de Tierra, um conjunto defensivo que marca a transição para o bairro de Santa María, um dos mais antigos da cidade.
De acordo com o blog Vaga Mundos, é aqui que se encontram a Capela de Jesus Nazareno e a Igreja Conventual de Santo Domingo, esta última dedicada à padroeira da cidade, Nuestra Señora del Rosario.
Praças com vida e igrejas que contam histórias
A Plaza de San Juan de Dios surge como primeiro ponto de paragem para quem chega. Com palmeiras bem cuidadas e esplanadas ideais para saborear os churros da manhã, a praça alberga edifícios emblemáticos como o neoclássico Ayuntamiento e a barroca igreja do antigo hospital que lhe dá nome, refere a mesma fonte.
O bairro El Pópulo, definido por arcos do século XIII, guarda o Teatro Romano do século I a.C., considerado o maior e mais antigo da antiga Hispânia.
Segundo o mesmo blog, é nesta área que se encontra também a Igreja de Santa Cruz, conhecida como Sé Velha, e o palácio da Casa del Almirante, com vista para a Plazuela de San Martín.
Catedral que demorou mais de um século a ser construída
A Catedral de Cádiz é o ícone religioso da cidade. De acordo com a publicação, a sua construção prolongou-se por mais de 100 anos (1722-1838) e resulta numa fusão de estilos barroco e neoclássico. A Torre do Relógio, com 74 metros, oferece a vista mais elevada sobre a cidade.
Depois de uma passagem pela colorida Plaza de las Flores, o Mercado de Abastos revela-se tanto local de compra como de degustação.
Conforme a mesma fonte, é possível saborear pescado frito na área gastronómica enquanto se observa a rotina gaditana. Com energia reposta, a visita segue para a Torre Tavira e a sua Camera Obscura, um curioso observatório do século XVIII.
Museus, jardins e teatros históricos
Nas redondezas, o Yacimiento Arqueológico Gadir apresenta testemunhos da cultura fenícia, enquanto o Oratório de San Filipe Neri guarda um altar rococó com obra de Murillo.
Escreve o blog que o Gran Teatro Falla, as igrejas barrocas e as praças, como Mina ou Espanha, são também paragens obrigatórias. A Alameda Apodaca, entre dois baluartes, surge como alameda histórica com árvores centenárias.
O Parque Genovês, com flora de vários continentes, está perto do Castillo de Santa Catalina, uma fortaleza do século XVII com vista para o mar. A partir daí chega-se facilmente à Playa de La Caleta, ladeada pelos fortes de San Sebastián e Santa Catalina. Segundo a mesma fonte, é um local privilegiado para ver o pôr-do-sol, tal como o Paseo Fernando Quiñones e o Paseo Marítimo.
Tapas e Carnaval no coração de La Viña
No antigo bairro de pescadores de La Viña, o ambiente muda com o cair da noite. A Plazuela del Tío de la Tiza e a calle Virgen de la Palma enchem-se de gente, cheiros e sons. Explica o site que é aqui que pulsa o espírito do famoso Carnaval de Cádiz, mas também a essência quotidiana da cidade.
De acordo com o Vaga Mundos, Cádiz oferece várias praias urbanas, além da famosa Playa de La Caleta. Santa María del Mar, pequena e acolhedora; La Victoria, com quase três quilómetros de areal e águas calmas; e La Cortadura, com dunas e afastada da zona urbana, completam a lista.
Todas estas praias são procuradas tanto pela população local como por turistas que ali chegam para aproveitar o sol e o mar. De salientar que Cádiz pode ser uma opção para quem quer conhecer um novo local, sem abdicar dos tradicionais mergulhos na praia.
















