Viajar sem preocupações é o desejo de qualquer turista, mas há pequenos detalhes que podem transformar férias tranquilas em dores de cabeça financeiras. Muitos viajantes confiam apenas nos cartões de débito ou crédito, mas nem sempre esta escolha compensa quando chegam ao destino.
O erro de viajar sem numerário
De acordo com um estudo publicado em julho de 2025, ir de férias sem levar dinheiro pode sair caro para alguns turistas britânicos. O inquérito, realizado pela plataforma Be Clever With Your Cash, mostrou que 39% dos viajantes já passaram por situações em que precisaram de numerário e não tinham, refere o Birmingham Mail.
Este levantamento, feito pela Opinium junto de dois mil britânicos que viajaram para o estrangeiro, revelou que muitas destas dificuldades estão associadas a gastos inesperados.
Despesas que exigem dinheiro vivo
As situações mais comuns onde os turistas sentiram necessidade de usar dinheiro foram o pagamento de gorjetas, corridas de táxi e compras em pequenos comércios ou mercados locais que não aceitam cartões.
Em muitos casos, quem não levava numerário acabou por recorrer a caixas automáticas, sendo penalizado com taxas adicionais cobradas por bancos estrangeiros ou operadores locais.
Levantamentos de emergência
Os dados mostram que muitos viajantes que fizeram levantamentos de emergência durante as férias foram surpreendidos por comissões aplicadas nos terminais automáticos. Estas taxas, acrescidas à margem de conversão de moeda, resultaram em custos finais elevados. Outros turistas preferiram recorrer aos balcões de câmbio nos aeroportos para levantar dinheiro à última hora, mas acabaram por pagar mais devido às taxas menos vantajosas praticadas nestes locais.
Preocupação fora das grandes cidades
De acordo com a mesma fonte, para além dos aeroportos e cidades principais, as dificuldades aumentam em zonas rurais e menos turísticas. Nestes locais, é frequente encontrar estabelecimentos sem terminais de pagamento, o que obriga os visitantes a recorrerem exclusivamente a numerário.
Esta situação reforça a necessidade de viajar com alguma quantia em dinheiro, mesmo que pequena, para despesas básicas no destino.
Amelia Murray, especialista financeira da Be Clever With Your Cash, alerta que muitos viajantes têm um “ponto cego” em relação ao uso de dinheiro vivo. Segundo explicou, “muitas pessoas assumem que ter um cartão sem comissões basta, mas podem ser apanhadas desprevenidas com taxas de ATM ou câmbios pouco favoráveis”.
Evitar surpresas desagradáveis
Amelia, citada pela mesma fonte, defende que não se trata de transportar grandes quantidades de dinheiro, mas sim de estar preparado para situações em que o cartão não é aceite. Pequenas compras, gorjetas ou transportes locais podem exigir pagamento imediato em moeda local.
Por isso, recomenda que cada viajante prepare um “cash cushion”: um pequeno fundo de segurança em numerário para estas despesas imprevistas.
Verificar taxas antes de partir
A especialista aconselha também todos os turistas a confirmarem as condições dos seus cartões antes de viajar. Saber quais as taxas aplicadas em levantamentos internacionais e a percentagem de conversão cambial pode evitar surpresas no extrato bancário. Além disso, sempre que possível, deve evitar a conversão automática oferecida pelos terminais de pagamento estrangeiros, optando pela moeda local, onde o câmbio costuma ser mais favorável.
Outra recomendação, de acordo com a mesma fonte acima citada, passa por verificar se o seguro de viagem cobre eventuais perdas ou roubos de dinheiro. Um estudo divulgado pela Defaqto em maio indicou que 91% das apólices anuais e 86% das apólices de viagem única incluem cobertura para numerário perdido ou furtado.
Limites variam conforme a apólice
Segundo a mesma análise, cerca de 35% das apólices de viagem única cobrem valores entre 200 e 299 libras (236 a 353 euros), enquanto 24% oferecem proteção para montantes entre 300 e 399 libras (354 a 471 euros). Conhecer estes limites antes de viajar é essencial para evitar prejuízos em caso de imprevistos.
Organização é a chave
Segundo o Birmingham Mail, viajar sem planeamento financeiro adequado pode gerar gastos extras que facilmente seriam evitados. Preparar algum dinheiro em espécie, conhecer bem as condições do cartão e contar com um seguro completo são garantias de umas férias mais tranquilas e seguras.
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