O nome remete para um “lugar de mel”, mas há mais por detrás da identidade deste destino do Mediterrâneo do que o seu nome indica. Entre cidades subterrâneas, templos enigmáticos, ilhas quase desertas e uma surpreendente fusão de sabores, esta pequeno país insular continua a ser uma das mais discretas da Europa para quem procura um destino com camadas para descobrir.
Trata-se de Malta. Localizada a apenas 90 quilómetros da Sicília, ilha italiana, esta república insular é composta por três ilhas habitadas: Malta, Gozo e Comino.
De acordo com o The Sun, o país descrito como “minúsculo” é mais pequeno do que a Ilha de Wight, no Reino Unido, o que justifica o facto de muitos dos seus produtos locais não serem exportados.
Um prato de história em cada garfada
A riqueza gastronómica de Malta é moldada pelas diferentes civilizações que ali viveram. Conforme explica o jornal britânico, num só jantar é possível encontrar influências italianas nos pastizzi de ricota; árabes nos doces à base de tâmaras e molhos, como o bigilla; e espanholas no pão com tomate e azeite.
Mas nem só de sabores mediterrânicos vive o arquipélago. Segundo a mesma fonte, o pequeno-almoço inglês é presença comum nas ementas, herança do período colonial britânico que terminou em 1964. Essa influência manifesta-se ainda em pormenores como os plugues elétricos, a condução à esquerda e o inglês como uma das línguas oficiais.
A cidade que serviu de cenário e de escudo
Mdina, a antiga capital, é descrita como uma fortaleza que parece saída de uma série televisiva. Aliás, foi mesmo usada como cenário para King’s Landing, na produção Game of Thrones. Conforme escreve o The Sun, as ruas estreitas e as praças de Mdina foram palco de visitas guiadas que incluem imagens da série.
Contudo, a história real da ilha tem episódios mais intensos do que a ficção. Durante a Segunda Guerra Mundial, Malta foi fortemente bombardeada, o que levou muitos habitantes a procurarem refúgio em túneis subterrâneos de Valletta, construídos originalmente por cavaleiros no século XVI para defender a cidade dos otomanos.
Valletta: o que se vê à superfície e o que fica por baixo
A capital de Malta é um convite à exploração. De acordo com o The Sun, é possível visitar atrações, como a Co-Catedral de São João, que abriga a famosa pintura A Decapitação de São João Batista, de Caravaggio, os Jardins Upper Barrakka com vista sobre o porto, e o Palácio do Grão-Mestre. Tudo acessível a pé.
No subsolo, os túneis históricos podem ser visitados com capacete e lanterna numa visita organizada pela Heritage Malta, instituição dedicada à preservação do património.
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De St. Julian’s para todo o lado
Com o mar como pano de fundo, St. Julian’s é uma base conveniente para explorar a ilha. Conforme refere a publicação inglesa, o Hyatt Regency disponibiliza quartos com varanda e vista para o mar, piscina aquecida e janelas com isolamento sonoro.
A localização permite fácil acesso ao porto de Cirkewwa, ponto de partida para Gozo e Comino. A travessia até Gozo dura 25 minutos e custa menos de cinco euros, segundo a mesma fonte.
Gozo: menos turistas, mais espaço para respirar
A ilha de Gozo acolhe estruturas megalíticas, como os templos de Ggantija, mais antigos do que as pirâmides do Egipto. Ainda segundo o The Sun, a capital Victoria oferece vistas para a Sicília em dias claros.
Entre as atividades disponíveis, os visitantes podem aprender a fazer queijo gozitano no restaurante Il-Wileg ou descobrir a ilha de tuk-tuk. No restaurante L-Istorja, integrado no Kempinski Hotel, a gastronomia local é apresentada com uma abordagem contemporânea, mas sem o preço elevado associado à cozinha de autor.
Templos, igrejas e túneis: vestígios de milénios
Na ilha principal, um dos pontos altos é a visita à Co-Catedral de São João, onde a arte barroca se cruza com a história religiosa. Já os túneis sob Valletta oferecem um olhar alternativo sobre o passado militar de Malta.
Em Gozo, os templos de Ggantija destacam-se pela sua antiguidade e estado de conservação. De acordo com o The Sun, estes monumentos são anteriores a Stonehenge e às pirâmides de Gizé.
Primas, mas não gémeas
Segundo o blog Descobrindo a Sicília, em dias claros é possível avistar a Sicília a partir de Malta. A curta distância de 90 km entre as duas ilhas permite viagens rápidas, seja de avião ou de ferry. A facilidade de ligação entre os dois destinos faz com que sejam frequentemente tratados como “ilhas primas”.
















