No extremo de uma ilha mediterrânica, longe da agitação das praias frequentadas por milhares de turistas todos os verões, há um recanto onde o tempo ‘parece’ ter parado. Para chegar até lá, não basta apontar no GPS nem seguir placas até ao areal. É preciso caminhar, aguentar o calor, e atravessar paisagens que parecem tiradas de um “outro planeta”. Mas o que se encontra no fim do trilho compensa cada passo.
A praia que nas palavras do Idealista parece ser de “outro planeta” chama-se Cala Pilar e fica no norte de Menorca, Espanha. Este é um dos recantos mais remotos da ilha, acessível apenas a pé, através de um trilho de cerca de 2,5 quilómetros. A ausência de acessos diretos e a exigência física do percurso fazem com que a maioria dos turistas nunca a descubra.
Cores que não são de catálogo
O primeiro impacto em Cala Pilar é visual: em vez dos tons dourados habituais das praias mediterrânicas, aqui a areia é de um vermelho ferrugento. Segundo a mesma fonte, esta cor intensa resulta dos minerais ferrosos acumulados durante milhões de anos. As falésias escarpadas e as dunas fossilizadas que circundam o areal reforçam a sensação de que se chegou a um local fora do comum.
O percurso até à praia inclui uma paragem inesperada. Antes da descida final, os caminhantes encontram uma azinheira de grande porte. Escreve a mesma fonte que esta árvore servia de abrigo a pastores e contrabandistas, quando esta região da ilha era ainda mais isolada. Hoje continua a oferecer sombra a quem enfrenta o caminho em dias quentes.
Sem bar, sem rede, sem pressa
Não há bares, espreguiçadeiras ou música ambiente. O único som constante é o do vento e o das gaivotas que sobrevoam a zona. A praia faz parte de uma área protegida integrada na Reserva da Biosfera da UNESCO, o que contribui para a preservação do seu carácter natural e selvagem.
O caminho até Cala Pilar começa na estrada C-721, entre Ferrerías e Ciutadella. Ao quilómetro 34, uma saída dá acesso a uma estrada rural. Após quatro quilómetros o asfalto termina, dando lugar a um trilho em terra batida. Explica o Idealista que, a partir desse ponto, a única opção é continuar a pé. A caminhada demora cerca de 45 minutos e passa por floresta mediterrânica e zonas áridas com pouca sinalização.
A recompensa no fim do percurso
De salientar que chegar a Cala Pilar implica esforço. O mar, de um azul transparente, contrasta com o vermelho das falésias, criando uma paisagem invulgar. Acrescenta a publicação que a combinação de cores quase surreais e a ausência de infraestruturas tornam a experiência imersiva e distinta de qualquer outra na ilha.
Recomendações antes da partida
A preparação é essencial. Refere o Idealista que é importante levar água, comida e calçado adequado. O norte de Menorca está mais exposto ao vento, por isso convém verificar as previsões meteorológicas antes de avançar. E, como em qualquer zona protegida, é pedido que os visitantes respeitem o meio ambiente e recolham o seu próprio lixo.
Entre os elementos que tornam Cala Pilar única estão as dunas petrificadas, formadas durante o Pleistoceno. Segundo a publicação, estas formações geológicas testemunham alterações antigas no nível do mar e reforçam a singularidade da paisagem.
Praia fora dos circuitos comerciais
Cala Pilar não costuma aparecer nas listas de “melhores praias de Menorca”. Tal facto contribui para o seu isolamento e preservação. Sublinha a mesma fonte que o trilho afasta o turismo de massas e protege a natureza da pressão constante de visitantes.
O tempo que se estende em silêncio
O silêncio é uma constante em todo o percurso até à praia de areia vermelha. Para quem chega ao fim da caminhada, a experiência é mais do que uma visita a uma praia: é um reencontro com um lado da ilha que poucos conhecem.
















