As temperaturas sobem na Europa e o olhar de muitos viajantes volta-se para os destinos tradicionais de sol e praia. No entanto, há um país nórdico onde o verão revela surpresas pouco conhecidas, combinando fenómenos naturais pouco comuns com uma geografia também diferente da habitual. E a verdade é que nem tudo é frio e neve no norte do continente.
A Suécia é o país com o maior número de ilhas do mundo. São 267.570, segundo o jornal The Sun. Apesar desta ‘impressionante’ contagem, apenas cerca de mil ilhas têm construções ou presença humana. Muitas permanecem como paisagens inalteradas, rodeadas por águas calmas do Mar Báltico, revelando uma relação muito própria entre o território e o mar.
Uma capital sobre arquipélagos
De acordo com a publicação britânica, a capital sueca, Estocolmo, é ela própria construída sobre 14 ilhas. Esta configuração geográfica influencia diretamente o quotidiano da cidade e das suas ligações fluviais, incluindo a principal ligação marítima para Gotland, a maior ilha do país.
Gotland destaca-se não só pela sua dimensão, mas também pela riqueza histórica e cultural. A cidade de Visby, situada na ilha, é considerada Património Mundial da UNESCO. As ruas de pedra, muralhas medievais e edifícios históricos mantêm uma ligação viva ao passado.
Uma ilha com sabores e arte
A mesma fonte salienta que Gotland tem uma cena artística dinâmica, com estúdios, galerias e eventos culturais ao longo do ano. Entre os destaques gastronómicos está o Lilla Bjers, um espaço que segue o conceito da “quinta para a mesa”, onde os ingredientes são cultivados localmente e servidos em pratos de pequenas dimensões.
Segundo o mesmo jornal, a ilha tem ainda formações rochosas costeiras conhecidas como “raukar”, torres de calcário que surgem do mar. A sua Lagoa Azul, com águas turquesa durante o verão, atrai residentes e visitantes em busca de tranquilidade.
Fårö, a ilha ao lado
A partir de Gotland é possível aceder a Fårö, uma pequena ilha conhecida pelas praias rasas, como Sudersand. De acordo com relatos de visitantes recolhidos pelo Tripadvisor e citados por The Sun, a praia é adequada para famílias e inclui uma frente costeira com cafés, atividades de lazer e espaços para refeições informais.
Um dos utilizadores mencionou que visita a praia todos os anos e aprecia a sensação da areia sob os pés. Outro referiu que encontrou ali águas claras e pouco profundas, tornando-se uma opção para os primeiros dias de férias em que a afluência ainda é baixa.
Tradições, natureza e produção local
Ven, outra ilha sueca, é conhecida pelas suas falésias, praias e trilhos de bicicleta. A ilha abriga também uma fábrica de gelados e uma destilaria integrada num resort com restaurante e alojamento. O local, chamado Spirit of Hven Backafallsbyn, combina produção artesanal com hospitalidade.
O ambiente natural e a baixa densidade populacional conferem a Ven uma atmosfera serena. Um dos visitantes referiu que se trata de uma paisagem praticamente intocada, com poucas viaturas e casas pequenas dispersas.
Uma fronteira partilhada com a Finlândia
Entre os milhares de ilhéus suecos, Märket distingue-se por estar dividido com a Finlândia. Esta pequena ilha, com apenas 3,3 hectares, tem a sua soberania repartida entre os dois países desde o Tratado de Fredrikshamn, assinado em 1809. A principal atração local é o farol, uma estrutura solitária que domina o terreno desabitado.
Ilhas com nomes e características próprias
Para além das já referidas, outras ilhas populares incluem Öland, Orust, Hisingen e Värmdö. De acordo com The Sun, estas áreas oferecem diferentes tipos de paisagem e possibilidades de lazer, desde praias até trilhos florestais, sendo procuradas tanto por residentes como por visitantes sazonais.
O sol que não desaparece
Outro fenómeno que atrai viajantes durante o verão é o sol da meia-noite. Este ocorre nas regiões próximas ao Círculo Polar Ártico, onde o Sol permanece visível mesmo à meia-noite. Segundo o blog Prepare a Mochila, cidades como Kiruna e Abisko chegam a ter mais de 50 dias consecutivos de luz solar durante o verão, entre o final de maio e meados de julho.
Mais a sul, em Luleå, embora o fenómeno não seja tão prolongado, as noites continuam a ser extremamente claras, proporcionando uma experiência invulgar para quem visita a região nesta altura do ano.
Ilhas e luz: um verão diferente
A combinação entre vastidão insular e luminosidade permanente faz da Suécia um destino de verão fora dos roteiros habituais. O acesso a ilhas, como Gotland, pode ser feito por ferry, com viagens de cerca de três horas, ou por avião a partir de Estocolmo, num percurso de cerca de 45 minutos.
Para quem procura um tipo de verão com mais horas de luz e menos multidões, os arquipélagos suecos apresentam-se como uma opção concreta. As experiências variam entre paisagens naturais, história, arte e gastronomia, todas elas marcadas pelo mesmo denominador comum: o mar.
















