Várias companhias aéreas estão a implementar preços mais elevados para passageiros que viajam sozinhos, como forma de aumentar as suas margens de lucro tradicionalmente reduzidas. Esta nova abordagem, detetada recentemente pelo jornal The Economist, aplica-se sobretudo em companhias norte-americanas e afeta principalmente quem viaja sozinho em deslocações profissionais ou de lazer, por não conseguirem aproveitar tarifas reduzidas associadas a reservas em grupo ou familiares. A prática insere-se numa estratégia mais ampla conhecida por “discriminação de preços”, comum no setor da aviação.
As barreiras tarifárias como método para aumentar lucros
As companhias aéreas têm recorrido ao conceito das chamadas barreiras tarifárias para aplicar tarifas diferentes, tendo em conta certos critérios específicos.
Entre esses critérios encontram-se, por exemplo, se a viagem decorre ou não no fim de semana, sendo habitual que passageiros em deslocações de negócios, que não ficam durante o fim de semana no destino, paguem preços mais altos. A introdução da tarifa mais elevada para passageiros individuais segue este mesmo princípio, indica o jornal.
Este modelo permite às transportadoras segmentar eficazmente o mercado, explorando a maior disponibilidade de certos passageiros para pagarem tarifas superiores.
Trata-se de uma técnica amplamente testada que, conforme a fonte acima citada, ajuda as companhias a maximizar receitas em períodos de alta procura ou junto de clientes com maior poder de compra.
As consequências da nova prática tarifária
Esta nova abordagem pode significar um aumento significativo dos custos para os viajantes solitários, especialmente em trajetos mais frequentados por passageiros que viajam em grupo.
O impacto, de acordo com mesma fonte, será particularmente sentido por quem realiza viagens de última hora, um segmento tradicionalmente mais rentável para as empresas aéreas.
Para os passageiros, especialmente em contextos profissionais, as consequências financeiras podem tornar-se relevantes. Em termos práticos, quem viaja sozinho acabará por subsidiar, de certa forma, as tarifas mais baixas aplicadas a grupos, refere a mesma análise.
O The Economist salienta que, embora o fenómeno tenha sido identificado principalmente nos Estados Unidos, poderá estender-se a outros mercados, dada a tendência das companhias aéreas para replicar estratégias tarifárias de sucesso noutras regiões.
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