Num dos países europeus onde se trabalha menos horas por semana, a média é de apenas 32 horas laborais. Apesar deste horário reduzido, esta nação mantém-se entre as mais ricas da zona euro, uma realidade que tem despertado grande interesse.
Produtividade elevada e emprego em alta
Segundo a Executive Digest, com base em dados da OCDE e do Eurostat, os trabalhadores dos Países Baixos têm uma jornada semanal cerca de quatro horas mais curta do que em países como Espanha.
Apesar disso, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ajustado ao poder de compra, ultrapassa os 63 mil euros anuais, ficando atrás apenas da Irlanda, que apresenta uma situação estatística particular.
O ‘elEconomista’ destaca que esta realidade económica assenta principalmente em dois fatores: uma produtividade por hora trabalhada que ronda os 71 euros, valor semelhante ao dos Estados Unidos, e uma das taxas de emprego mais elevadas da União Europeia, com 83,5% da população ativa em emprego.
Economia baseada na tecnologia e eficiência
O modelo económico do país assenta numa combinação de inovação tecnológica e eficiência. Setores como a agricultura de precisão aplicam tecnologia avançada para maximizar a produção.
A logística beneficia de infraestruturas estratégicas, como um dos maiores portos da Europa e um aeroporto internacional de referência, facilitando o comércio global.
A indústria tecnológica é também um pilar fundamental, com empresas líderes mundiais em áreas especializadas, que impulsionam a inovação e a competitividade. Os serviços financeiros, concentrados na capital, complementam esta base económica sólida.
Recomendamos: Conheça a praia portuguesa que é caso único no mundo por nunca ter perdido a Bandeira Azul
Trabalho a tempo parcial por opção
Outro aspeto singular é a elevada percentagem de trabalhadores em regime de tempo parcial voluntário. Conforme a Executive Digest, 39% da população ativa opta por este formato, sendo que apenas 1,9% o faz por falta de alternativa.
Esta realidade revela uma cultura laboral que valoriza o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
Apesar de uma ligeira queda na produtividade em 2023 e 2024, conforme dados do ‘elEconomista’, esta economia mantém-se entre as mais eficientes e resilientes da Europa.
Menos horas, mais rendimento
Este caso dos Países Baixos prova que reduzir o número de horas de trabalho não implica, obrigatoriamente, uma diminuição da produção ou dos rendimentos. A qualidade, a boa organização e a inovação são os pilares que sustentam o sucesso económico do país.
Além disso, a flexibilidade do horário laboral e um sistema de proteção social eficaz criam um ambiente de trabalho equilibrado, permitindo que os trabalhadores adaptem as suas jornadas às necessidades pessoais, o que aumenta a motivação e a produtividade.
A aposta em infraestruturas modernas e em parcerias entre empresas e centros de investigação permite manter a competitividade sem recorrer a longas horas de trabalho.
Esta experiência prova que é possível conciliar uma redução do tempo de trabalho com um elevado rendimento económico, promovendo simultaneamente qualidade de vida e sustentabilidade laboral.
Segundo a Executive Digest, este modelo desafia conceitos tradicionais, mostrando que a eficiência e a inovação são mais decisivas do que o número de horas trabalhadas para alcançar o sucesso económico
Leia também: Esta ponte é considerada das mais bonitas de Portugal pela sua arquitetura e o cenário digno de postal
















