Com a chegada dos dias quentes, a ventoinha torna-se presença quase obrigatória nas casas portuguesas. Apesar de serem dos eletrodomésticos mais acessíveis e simples, há detalhes importantes que podem fazer toda a diferença entre um verão mais fresco e um mau investimento.
Segundo a DECO PROTeste, os preços das ventoinhas começam nos 10 euros e podem ultrapassar os 200, consoante o tipo e as funcionalidades.
Mas não basta escolher pela etiqueta: há características técnicas que merecem atenção.
Modelos para todos os gostos (e bolsos)
De acordo com a organização de defesa do consumidor, o primeiro passo é escolher o tipo de ventoinha mais adequado ao espaço: há modelos de mesa, de pé, de teto e colunas de ar.
As versões mais compactas são práticas para escritórios ou quartos pequenos, enquanto as maiores adaptam-se melhor a divisões amplas.
A DECO PROTeste destaca que é importante testar a facilidade de transporte e avaliar o nível de ruído, especialmente se o aparelho for usado durante a noite ou junto à televisão.
A importância do silêncio e da estabilidade
Entre as recomendações mais relevantes está a escolha de um modelo silencioso. Uma ventoinha barulhenta pode tornar-se incómoda, especialmente em ambientes de descanso.
Também a robustez da base é um fator de segurança essencial: deve testar-se a estabilidade na velocidade máxima ainda na loja, para evitar quedas ou vibrações excessivas.
Velocidades e facilidade de limpeza
Outro ponto sublinhado pela DECO PROTeste é a diversidade de programas de velocidade. “O programa mais fraco” de uma ventoinha pode ser mais potente do que o “mais forte” noutra. Sempre que possível, convém testar esta diferença.
A facilidade de limpeza também deve ser considerada. Os modelos com grelhas removíveis facilitam a manutenção, e as grelhas metálicas, embora mais caras, são mais duráveis do que as de plástico.
Segurança para os mais novos
Embora os fabricantes sejam obrigados a cumprir normas rigorosas, é prudente verificar o espaçamento entre as grades, sobretudo se houver crianças por perto.
Algumas ventoinhas permitem que dedos pequenos alcancem as pás, o que pode originar acidentes.
Usar com critério (e moderação)
A DECO PROTeste alerta que deixar a ventoinha ligada numa divisão vazia não só não refresca o espaço como pode aquecê-lo devido ao calor gerado pelo motor.
Para além disso, representa um desperdício energético evitável.
Não é só ligar e esquecer
Escolher uma ventoinha exige mais do que comparar preços. O tamanho, a potência, o ruído, a facilidade de transporte e a segurança são critérios que devem pesar na decisão final.
Um modelo barato pode não compensar se for instável ou demasiado ruidoso, tal como um mais caro pode revelar-se supérfluo para divisões pequenas.
No fim de contas, a melhor ventoinha é aquela que se adapta às suas necessidades sem comprometer o conforto, a segurança ou a conta da luz.
















