Planear férias no estrangeiro pode ser um desafio quando o orçamento é limitado. Entre os voos, alojamento e despesas no destino, qualquer euro poupado faz a diferença. Com a aproximação da época alta, uma nova análise aponta quais os destinos onde os portugueses podem aproveitar mais por menos: a valorização do euro.
De acordo com a fintech Ebury, a valorização do euro face a várias moedas estrangeiras permitiu identificar destinos em que o poder de compra dos turistas europeus aumentou.
A análise considerou a evolução cambial entre junho de 2024 e junho de 2025, cruzando os dados com os níveis de inflação de cada país.
Variações cambiais influenciam decisões de férias
Segundo a mesma fonte, a taxa de câmbio é um fator que pode tornar os pacotes turísticos mais acessíveis ou mais caros.
Quando o euro se valoriza, os operadores turísticos conseguem negociar preços mais vantajosos, refletindo-se no custo final para o consumidor. O contrário também se aplica.
Escreve a publicação que, além dos gastos diretos no destino, como refeições, transportes ou entradas em monumentos, a flutuação cambial influencia igualmente o preço de voos, alojamento e excursões organizadas.
Onde o euro vale mais este verão
A Ebury identificou cinco destinos onde o euro teve um ganho real de poder de compra no último ano. A lista é liderada pelo México, onde os turistas portugueses têm agora +10,9% de poder de compra face ao período homólogo.
O Brasil surge em segundo lugar, com um aumento de +8,4%, seguido pelos Estados Unidos, com +4,8%. Também na República Dominicana o euro ganhou força, com um acréscimo de +2,8%. Cabo Verde manteve-se estável, sem perdas nem ganhos significativos.
Estes valores consideram não só a evolução cambial, mas também a inflação local, tornando a análise mais próxima da realidade sentida pelos consumidores.
Recomendamos: Há uma praia no Algarve com 3 km de areal que no verão costuma estar quase vazia entre as 10 h e as 12 h
Destinos a evitar, pelo menos por agora
Por outro lado, há países onde o euro perdeu valor, o que significa férias potencialmente mais dispendiosas. Explica o site que, em destinos como o Japão, o Egito, a Tailândia, Marrocos ou Tunísia, a moeda europeia desvalorizou face às moedas locais.
Este recuo no poder de compra implica que os mesmos euros hoje compram menos do que há um ano nesses países. Em contextos de inflação elevada, esta diferença pode ser ainda mais acentuada nos bens e serviços procurados pelos turistas.
Fatores económicos pesam cada vez mais na escolha
A fintech sublinha que estas variações, por vezes pouco visíveis à primeira vista, podem impactar significativamente a decisão de destino.
Para quem viaja em família ou planeia férias prolongadas, o ganho ou perda de poder de compra pode representar centenas de euros.
Acrescenta ainda que o euro forte em determinadas geografias permite aos consumidores explorar mais atividades no destino, escolher melhores alojamentos ou prolongar a estadia sem ultrapassar o orçamento.
Informação útil para quem ainda não escolheu onde ir
A lista da Ebury pode servir como base para decisões mais conscientes no momento de reservar as férias. Turistas atentos às condições cambiais e inflacionárias podem tirar maior partido dos seus recursos e evitar surpresas desagradáveis no destino.
Esta análise assume particular importância em 2025, num contexto de recuperação económica desigual entre países e flutuações acentuadas nos mercados cambiais.
Comparar e simular continua a ser boa estratégia
Além de consultar os dados de poder de compra, a fintech aconselha os consumidores a simular orçamentos com base na moeda local e nos custos médios diários dos principais destinos turísticos. Comparar preços reais continua a ser a melhor forma de perceber onde o dinheiro rende mais.
Leia também: Esta ponte é considerada das mais bonitas de Portugal pela sua arquitetura e o cenário digno de postal
















