Muitos automobilistas olham para os pneus como simples peças de borracha. No entanto, fazem parte do chamado “triângulo da segurança” do veículo, juntamente com os travões e os amortecedores. É através deles que o carro mantém contacto direto com o asfalto.
A estabilidade, a capacidade de travagem e o controlo em curva dependem em grande parte do estado dos pneus. Por isso, ignorar sinais de desgaste pode colocar em risco a segurança e aumentar a probabilidade de acidente, segundo aponta o jornal espanhol El Motor.
Entre os vários elementos que compõem o pneu, há um detalhe que passa despercebido a muitos: os pequenos triângulos gravados na lateral. Embora discretos, têm uma função essencial.
Indicadores escondidos
Estes triângulos não são elementos decorativos. Servem como guia visual para encontrar os chamados “testemunhos de desgaste”, pequenas saliências situadas no interior das ranhuras da banda de rodagem.
Quando o piso do pneu atinge o mesmo nível destes testemunhos, significa que chegou a altura de substituir a roda. É um aviso claro de que a borracha perdeu a profundidade mínima necessária para garantir aderência.
Ignorar este sinal é arriscar conduzir com pneus em fim de vida, aumentando consideravelmente o perigo em estrada.
Riscos de circular com pneus gastos
Um pneu sem profundidade suficiente aumenta a distância de travagem, reduz o agarre em piso molhado e eleva o risco de rebentamento. Em situações de emergência, estes segundos adicionais podem ser a diferença entre evitar e sofrer um acidente.
Além da segurança, há ainda o impacto financeiro. Circular com pneus abaixo do limite legal é motivo de coima pesada.
A legislação em vigor
De acordo com a lei portuguesa, em linha com as normas europeias, a profundidade mínima da banda de rodagem deve ser de 1,6 milímetros. Conduzir com pneus abaixo deste valor constitui contraordenação.
É comum ver referida a coima até 200€ por pneu quando a polícia deteta piso abaixo do limite. Mas o Código da Estrada não explicita “por pneu”, consoante o enquadramento, a infração pode ser tratada como grave (120–600 €) com perda de 2 pontos, se a autoridade entender que os pneus “carecas” comprometem a segurança.
Para além dos testemunhos de desgaste, existe um método rápido que qualquer condutor pode utilizar: a “prova da moeda”. Basta inserir uma moeda de um euro na ranhura do pneu.
Se a parte dourada da moeda ficar visível, é sinal de que o piso já não tem profundidade suficiente e deve ser trocado. Se ficar tapada, ainda existe margem para circular com segurança.
Manutenção regular
Não é apenas o desgaste da borracha que deve ser vigiado. Cortes, deformações ou pressões incorretas também comprometem o desempenho do pneu. A pressão baixa aumenta o consumo de combustível e acelera o desgaste irregular, enquanto a pressão excessiva reduz a aderência.
De acordo com o El Motor, fazer verificações mensais é um hábito simples que pode evitar muitos problemas na estrada.
A importância da prevenção
Os pneus são o único ponto de contacto entre o carro e o pavimento. Um gesto tão simples como observar os triângulos na lateral pode evitar acidentes e multas.
No fundo, trata-se de conhecer melhor o veículo e usar os indicadores que os fabricantes já disponibilizam para facilitar a vida dos condutores.
Leia também: Muitos se ‘esquecem’, mas a lei é clara: não fazer isto numa rotunda pode tornar a sua carteira 300€ mais ‘leve’
















