A diferença pode chegar aos 22 euros por depósito, e está a levar cada vez mais condutores a mudar hábitos na hora de abastecer. Num contexto de subida persistente dos preços dos combustíveis, as bombas “low cost” voltam a ganhar terreno como alternativa imediata para reduzir custos, ainda que a explicação para essa poupança não seja linear.
De acordo com o Jornal de Notícias, um depósito de 50 litros pode custar menos 22,25 euros num posto de baixo custo quando comparado com uma marca tradicional. O mesmo jornal indica que, em locais como Matosinhos, o abastecimento de gasóleo pode ficar abaixo dos 90 euros nestes postos, enquanto nas bombas de referência ultrapassa os 110 euros.
Diferenças que já pesam no orçamento
A diferença não é pontual. Repete-se em várias regiões do país e começa a pesar nas contas mensais de quem depende do carro no dia a dia. Com os preços a manterem-se elevados, muitos consumidores optam por privilegiar a poupança imediata, mesmo que isso implique abdicar de serviços adicionais.
Para quem faz muitos quilómetros, a escolha do posto pode representar dezenas de euros de diferença por mês. Num ano, o impacto torna-se ainda mais significativo.
A mesma origem, mas não exatamente o mesmo produto
Apesar da desconfiança que ainda existe entre alguns automobilistas, o combustível vendido em Portugal tem, na sua base, a mesma origem. Sai das mesmas refinarias e passa pelos mesmos centros logísticos antes de chegar às bombas. A distinção surge apenas na fase final.
O papel dos aditivos
As grandes marcas adicionam aditivos específicos que prometem melhorar o desempenho do motor, reduzir o desgaste e, em alguns casos, optimizar o consumo. Já os operadores “low cost” tendem a comercializar combustível simples, sem esses componentes adicionais.
Ainda assim, todos os combustíveis cumprem os requisitos legais e de qualidade definidos pelas autoridades. Na prática, são seguros para utilização, independentemente do posto escolhido.
Preço mais baixo explica-se no modelo
A diferença de preços está longe de ser apenas uma questão de produto. O modelo de negócio tem um peso determinante. Os postos “low cost” operam com estruturas mais simples, muitas vezes automatizadas, e sem serviços complementares como lojas, cafetarias ou lavagens.
Menos custos, mais volume
Com menos custos fixos e margens reduzidas, conseguem praticar preços mais competitivos e compensar através do volume de vendas. É uma lógica de eficiência que tem vindo a ganhar adeptos.
Descontos podem baralhar as contas
Já as grandes cadeias apostam numa oferta mais completa, que inclui serviços adicionais e programas de fidelização. Cartões de desconto e parcerias com supermercados permitem acumular benefícios que, em alguns casos, aproximam os preços dos praticados pelas bombas mais económicas.
Mas essa poupança nem sempre é imediata. Muitas vezes depende de compras prévias ou de condições específicas, o que obriga a algum planeamento por parte dos consumidores.
Quando a poupança é real
Segundo a mesma fonte, a vantagem real destes sistemas varia consoante o perfil de consumo. Quando os descontos resultam de despesas habituais, podem representar um ganho efetivo. Caso contrário, correm o risco de diluir a poupança ou até incentivar gastos desnecessários.
Num cenário marcado por preços voláteis e pressão no orçamento familiar, a escolha do posto de abastecimento tornou-se mais estratégica. Entre a simplicidade dos preços baixos e a complexidade dos descontos acumulados, a decisão depende cada vez mais de contas feitas ao detalhe.
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