Para quem está cansado da água fria das praias portuguesas, há um segredo bem guardado no Algarve: a Praia da Barreta, situada na Ilha Deserta, em Faro. Este pedaço de paraíso, como é considerado pelo Idealista, é acessível apenas por barco e é conhecido por ter a água do mar mais quente de todo o país, com temperaturas que podem atingir os 24 °C durante o verão.
Ambiente calmo
Escondida no coração do Parque Natural da Ria Formosa, a Praia da Barreta oferece um ambiente calmo e quase intocado, longe das multidões e do rebuliço habitual da costa algarvia. É um destino especialmente procurado por quem valoriza a tranquilidade e a ligação com a natureza.
A ilha estende-se ao longo de 11 quilómetros e é uma das cinco ilhas-barreira da região. Não existem construções à volta da praia, o que contribui para manter a sua beleza natural e a sensação de isolamento. As temperaturas da água são surpreendentemente amenas, oscilando entre os 20 °C e os 24 °C nos meses de verão. Segundo a mesma fonte, este é “um verdadeiro paraíso escondido no Algarve” e destaca-se por ter “a água mais quente do país”.
A areia é fina e dourada, as águas são límpidas e cristalinas, e a vegetação nativa marca presença ao longo do areal. O cenário natural e preservado transforma a Praia da Barreta num local que pode ser adequado para relaxar, tomar banhos de sol e mergulhar com conforto.
Acesso à ilha
O acesso à ilha é feito exclusivamente por mar, a partir de Faro. No verão, existem várias opções de transporte: ferrys com bilhetes a cerca de 5 euros por viagem, e shuttles um pouco mais rápidos por cerca de 10 euros. Os barcos partem do Cais da Porta Nova a partir das 09h30 e operam ao longo do dia.
Durante o percurso até à ilha, é possível observar a biodiversidade típica da Ria Formosa, com aves como andorinhas-do-mar, borrelhos e gaivinas a acompanhar a travessia. É uma experiência que começa logo no barco, antes mesmo de pôr os pés na praia.
Além de ser um refúgio para quem procura tranquilidade, a Praia da Barreta é também uma zona autorizada para a prática de naturismo, sobretudo na sua extremidade ocidental. Esta característica reforça o ambiente livre e reservado que define o local.
Uma ilha selvagem
Com uma paisagem quase intacta e sem a pressão urbanística de outras praias algarvias, esta ilha-barreira mantém o seu carácter selvagem. É um destino recomendado pela mesma fonte para quem gosta de caminhadas, observação da natureza e banhos de mar longos em águas mais quentes. Mesmo durante os meses de maior afluência turística, a Praia da Barreta mantém-se surpreendentemente sossegada, graças à sua localização isolada. Isso pode fazer da mesma uma opção de luxo para quem quer escapar aos areais lotados da região.
Os amantes da fotografia também encontram aqui motivos de sobra para uma visita, com luz natural deslumbrante e horizontes limpos que se perdem de vista. O pôr do sol na ilha é um dos momentos altos do dia.
Ausência de infraestruturas
A ausência de infraestruturas balneares tradicionais significa que é necessário levar o essencial para passar o dia, como água, chapéu e protetor solar. Ainda assim, o restaurante existente na ilha oferece refeições completas com vista para o mar. A Praia da Barreta representa um lado diferente do Algarve: mais puro, mais silencioso e, sobretudo, com águas mais quentes. É um destino que se destaca não só pelo clima, mas também pelo equilíbrio entre beleza natural e acessibilidade controlada.
Situada a poucos minutos de barco da cidade de Faro, a ilha é facilmente incluída num passeio de um dia, mas muitos visitantes acabam por desejar que o tempo ali pare. O encanto do local não passa despercebido a quem lá vai, segundo o Idealista.
Entre os habitantes locais, há quem chame à Praia da Barreta “a última praia selvagem do Algarve”. E talvez não estejam errados. O que é certo é que, para quem procura água quente, silêncio e natureza, este pode ser o sítio certo. Com uma paisagem protegida, águas mais convidativas e uma sensação permanente de evasão, esta praia algarvia continua a ser uma das grandes joias escondidas da costa portuguesa.
Leia também: Para breve em Portugal? Condutores a partir desta idade já não podem conduzir estes veículos neste país da UE
















