O presidente da Câmara Municipal de Olhão defendeu hoje que a reabilitação das pontes-cais do porto de pesca deve ser acompanhada por um investimento estrutural a médio prazo, de forma a reforçar a capacidade operacional daquela infraestrutura.
A Docapesca lançou recentemente um concurso para a reabilitação das pontes-cais do porto de pesca de Olhão, uma intervenção orçada em 700 mil euros, destinada a melhorar a segurança e as condições de trabalho dos pescadores e mariscadores que ali operam.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Olhão, Ricardo Calé, manifestou satisfação com a reabilitação das atuais pontes e pontos de acesso às embarcações, sublinhando que a intervenção permitirá “pondo fim a problemas antigos e assegurando melhores condições de trabalho para homens e mulheres que fazem da pesca a sua profissão”.
Segundo o autarca, trata-se de “um investimento que fazia muita falta” e que “urge acontecer”, embora reconheça que o valor previsto “pode ser curto face às verdadeiras necessidades que o porto de pesca tem”.
Necessidade de investimento estrutural e visão estratégica
Ricardo Calé (PS) alega que a intervenção não deve ficar limitada à melhoria das acessibilidades, defendendo a necessidade de um reforço estrutural “capaz de aumentar a sua capacidade operacional e o seu contributo para a economia local e regional”.
“Olhão sempre teve uma forte ligação ao mar, quer na área conserveira, quer na pesca”, apontou, salientando que o setor constitui uma vertente económica estratégica para o concelho e “para a diversificação da base económica do Algarve, que não deve assentar apenas no turismo de sol e praia”.
Para o autarca, depois da requalificação agora prevista, “não é admissível que o porto permaneça sem novos investimentos” durante anos e “sem uma visão estratégica de crescimento da sua capacidade operacional”.
“Na nossa perspetiva económica, a longo prazo e como reforço na diversificação da base económica do Algarve, temos de investir em várias frentes”, argumentou.
Ricardo Calé adiantou que a necessidade de expansão do porto será um dos temas a abordar numa reunião, em fevereiro, com o ministro da Agricultura e do Mar, “dada a necessidade de criar uma visão estratégica de aumento da sua capacidade operacional, capaz de acompanhar o crescimento da economia ligada ao mar, para a pesca artesanal e as grandes frotas”.
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