As Ruínas Romanas de Milreu, situadas em Estoi, no concelho de Faro, vão estar encerradas ao público durante um período de quatro meses, devido a obras de requalificação do centro interpretativo e à melhoria das condições de receção aos visitantes, informou o Património Cultural.
O instituto público, responsável pela salvaguarda do património cultural em Portugal, adiantou que o sítio arqueológico será alvo da empreitada de “Requalificação do Centro Interpretativo e outros trabalhos”, com um prazo de execução de 120 dias.
A intervenção tem um custo de 993.820 euros, acrescido de IVA, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Para efeitos da execução da empreitada ‘Requalificação do Centro Interpretativo e outros Trabalhos’, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), informamos que as Ruínas Romanas de Milreu, em Estoi, Faro, estarão encerradas ao público nos próximos meses”, anunciou o Património Cultural numa breve nota divulgada nas redes sociais.
Os trabalhos vão permitir uma “beneficiação/modernização das condições de acolhimento e de acessibilidade ao monumento” nacional, acrescentou a entidade.
Intervenção visa melhorar condições de visita
As Ruínas Romanas de Milreu situam-se a poente da vila de Estoi, a menos de 10 quilómetros de Faro, sendo um dos monumentos mais visitados do Algarve, a par da Fortaleza de Sagres e da Ermida de Nossa Senhora da Guadalupe.
O espaço arqueológico reúne vestígios de uma antiga villa senhorial, ocupada entre os séculos I e XI por famílias de “elevado estatuto social e político”, que dispunham de condições para satisfazer “as necessidades não só de um quotidiano rural, como também de grande vivência lúdica”, segundo a página www.monumentosdoalgarve.pt.
Património revela ocupação ao longo dos séculos
No local subsistem ainda vestígios de um edifício religioso construído no século IV, “destinado ao culto privado da família”, que foi posteriormente “cristianizado no século VI” e continuou a ser utilizado durante o período islâmico até ao século XI.
Sobre as antigas divisões privadas da casa romana foi também edificada, entre os séculos XVI e XIX, “uma casa rural com contrafortes cilíndricos”, acrescenta a mesma fonte.
“A riqueza desta villa rústica está patente no importante volume de achados arqueológicos, como mosaicos de temática predominantemente marinha, revestimentos marmóreos e cerâmicos diversos, estuques pintados e escultura decorativa”, refere ainda a página dedicada aos monumentos do Algarve.
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