A peça “Cabo das Tormentas”, da companhia algarvia JAT – Janela Aberta Teatro, integra a programação das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, assumindo um papel na fase final das celebrações, que se prolongam até 2026.
Após a distinção com o Prémio de Melhor Espectáculo – Novas Dramaturgias / Almagro Off, no 48.º Festival Internacional de Teatro Clásico de Almagro (2025), a produção reforça a sua presença em território nacional e internacional.

Segundo a companhia, “Cabo das Tormentas integra a programação oficial das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, enriquecendo os meses de encerramento desta efeméride”.
Digressão nacional com apresentações em vários pontos do país
O espetáculo será apresentado em diferentes espaços culturais, no âmbito de uma estratégia de descentralização do acesso às artes.
De acordo com a organização, o projeto aposta “na descentralização cultural e na democratização do acesso às artes fora dos grandes centros urbanos”.

Entre as datas já confirmadas estão o dia 10 de junho, no Centro de Artes de Sines, o dia 17 de outubro, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e os dias 29 e 30 de outubro, no Favo das Artes – Casa da Cultura, em Mondim de Basto.
Apresentações em Madrid reforçam projeção internacional
A produção regressa também a Espanha, com apresentações em Madrid integradas na Red de Teatros de la Comunidad de Madrid.
A digressão internacional teve início a 22 de março, no Teatro Tomás y Valiente, prosseguindo a 20 de junho no Centro Cultural Paco Rabal e culminando com apresentações a 2 e 3 de julho, inseridas num festival de teatro clássico.
Segundo a companhia, esta digressão “comprova o carácter internacional da criação, atestando o entendimento, a apreciação e o relevo do trabalho desenvolvido pelo JAT – Janela Aberta Teatro”.
Espetáculo cruza teatro físico, dança e literatura
A peça tem sido destacada pela crítica pela sua abordagem estética e multidisciplinar.
De acordo com a informação divulgada, “Cabo das Tormentas propõe um poderoso diálogo entre o mundo actual e os antepassados históricos gloriosos”.

A criação combina Teatro Físico, mimo contemporâneo e dança, articulando textos de autores como Luís de Camões, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Jeanette Winterson e José Saramago, numa encenação de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa.
Reflexão sobre memória e identidade
O espetáculo apresenta-se como uma leitura contemporânea da vida e obra de Camões, cruzando passado e presente.
Segundo a companhia, trata-se de “uma epopeia crítica sobre os descobrimentos, centrada na vida e obra de Camões”, que explora temas como a memória, a velhice e o esquecimento.
A narrativa desenvolve-se através do universo de um grupo de mendigos, onde o espírito do poeta emerge numa ligação entre diferentes momentos históricos e a realidade atual.
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