A Associação Recreativa e Cultural do Algarve (ARCA) e a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel voltam a apresentar o espetáculo “O Homem do Fogo” no Algarve, com sessões marcadas para os dias 22 e 24 de maio, em Gorjões, no concelho de Faro, e em Barão de São João, no concelho de Lagos.
As apresentações decorrem às 21:00 e têm entrada livre, limitada à lotação dos espaços.

O espetáculo junta animação de areia em tempo real, música ao vivo, sonoplastia e narração oral, numa criação que envolve a artista Pilar Puyana, a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel e o contador de histórias Fernando Guerreiro.
A encenação esteve a cargo de Lilia Parreira, criadora ligada ao grupo de teatro TEAS13, que desenvolve trabalho comunitário em São Brás de Alportel e territórios vizinhos.
Espetáculo sensibiliza para prevenção de incêndios rurais
“O Homem do Fogo” estreou-se em 2020, em São Brás de Alportel, tendo regressado em várias localidades algarvias e nacionais ao longo dos últimos anos.
Segundo Fernando Guerreiro, diretor criativo da ARCA, “este projeto permitiu juntar a força criativa de várias pessoas em São Brás de Alportel e criar um objeto artístico de grande qualidade”.

O responsável sublinha ainda que o espetáculo demonstra “que, a partir de um território afastado dos grandes centros, é possível criar objetos artísticos de elevada qualidade”.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a ARCA, a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel, o Ministério da Cultura e a AGIF, contando com o apoio da Direção Regional da Cultura do Algarve.
O projeto integra a campanha “Teatro Chama – Não Brinques com o Fogo”, criada para sensibilizar a população para a prevenção dos incêndios rurais e para a valorização dos territórios.
Música, narração e animação de areia marcam espetáculo
A fusão entre animação de areia, música ao vivo interpretada por um ensemble de oito músicos e narração oral pretende criar um espetáculo “memorável”, com mensagens ligadas à sustentabilidade e à preservação da Natureza.

A narrativa inspira-se “na conexão entre metodologias exploratórias, científicas, artísticas e culturais, alinhadas com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030: ‘Proteger a Vida Terrestre’”.
Para Albano Neto, diretor musical e maestro da Banda Filarmónica de São Brás de Alportel, “esta é mais uma excelente oportunidade para proporcionar aos músicos da nossa banda a possibilidade de tocarem fora do seu contexto habitual e contribuírem para a divulgação desta mensagem tão importante”.
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