Há lugares em Portugal onde a natureza se manifesta com uma força surpreendente, mesmo para quem já percorreu muitos quilómetros. Fora do continente, existem recantos que combinam paisagens vulcânicas, águas quentes e uma serenidade rara. Um desses lugares é esta piscina termal, ainda pouco falada, que proporciona um mergulho que cruza o conforto de um spa natural com a beleza única das ilhas atlânticas.
Um recanto esculpido pelo fogo da terra
No sudoeste da ilha Graciosa, nos Açores, encontra-se a piscina termal do Carapacho, uma ‘pérola discreta’ do arquipélago. Formada naturalmente pela ação vulcânica, esta piscina ergue-se entre rochas basálticas escuras que se destacam junto ao azul vibrante do Atlântico.
A paisagem envolvente é marcada tanto pela sua estrutura geológica como pelo sossego quase intacto da zona. A piscina encaixa-se perfeitamente no cenário, como se a natureza a tivesse moldado com cuidado, numa união entre mar, pedra e céu, segundo o blog Visit Portugal.
Temperaturas altas, mesmo nos dias frios
O que mais distingue esta piscina natural é a temperatura da sua água, que pode chegar aos 40 °C, segundo o blog Visit Azores. Este fenómeno deve-se à proximidade com as termas do Carapacho, localizadas nas redondezas. O encontro da água salgada do mar com a água termal cria uma sensação considerada por muitos única, especialmente apreciada em dias com temperaturas mais baixas.
Este equilíbrio térmico transforma o mergulho numa experiência tanto relaxante como terapêutica, valorizada por visitantes e locais.
Instalações simples, mas acolhedoras
Apesar de conservar o seu aspeto natural e pouco intervencionado, o espaço junto à piscina do Carapacho está equipado para receber quem o visita, refere a mesma fonte. Existe um bar próximo onde se podem pedir bebidas e pequenas refeições, ideal para recarregar energias.
Durante os meses de verão, o local conta com vigilância de nadadores-salvadores, oferecendo maior segurança. Um ponto a favor: o acesso é totalmente gratuito, o que torna esta paragem ainda mais tentadora para quem explora a ilha.
A “ilha branca” que conquista muitos pela calma
Com apenas 60 km², a Graciosa é a segunda ilha mais pequena dos Açores, mas exibe uma personalidade própria. É apelidada de “ilha branca”, tanto pelas tonalidades suaves da vegetação como pelo relevo ondulado e atmosfera tranquila.
O ritmo de vida pausado e a amabilidade dos habitantes fazem da ilha um destino a considerar para quem procura sossego, ligação com a natureza e distanciamento da correria citadina, segundo ainda o Visit Portugal.
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Muito para explorar, mesmo num espaço reduzido
Além da piscina termal do Carapacho, a ilha oferece outros atrativos. A Furna do Enxofre destaca-se como o mais conhecido: uma caverna vulcânica com um lago sulfuroso no interior, acessível por uma escadaria entalhada na rocha.
A paisagem agrícola é outro ponto de interesse, com vinhas e hortas bem mantidas. O vinho local, fruto de tradições ancestrais, tem ganho notoriedade entre apreciadores, refere a mesma fonte.
Uma experiência que se sente no corpo e na alma
Visitar a piscina do Carapacho é levar consigo mais do que imagens bonitas. Fica na memória o som das ondas, o calor suave da água, o cheiro do mar e a perceção de estar num sítio genuíno e pouco tocado pelo turismo.
Este local, segundo o Visit Portugal, reúne alguns dos melhores elementos naturais dos Açores: fontes termais, mar imenso, estruturas vulcânicas e uma tranquilidade quase rara noutros destinos nacionais.
Um segredo ainda longe das multidões
Apesar de ter ganho notoriedade nos últimos anos, a piscina natural do Carapacho continua longe do circuito turístico convencional. A sua posição geográfica, numa ilha menos visitada, ajuda a manter o local resguardado e preservado. Para quem deseja um refúgio diferente, onde possa respirar fundo, abrandar o ritmo e mergulhar em águas de propriedades únicas, este recanto açoriano continua a ser uma aposta a considerar para passar férias longe das multidões.
Curiosamente, as águas termais do Carapacho eram já conhecidas no século XVIII, tendo sido usadas por ordens religiosas para tratamentos naturais. O nome “Carapacho” refere-se a uma espécie de casco, em alusão à forma arredondada das rochas e à proteção natural que estas oferecem à piscina, especialmente nos dias de mar mais agitado.
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