O comportamento dos passageiros durante os voos tem sido alvo de cada vez mais atenção, sobretudo no que respeita à utilização de certos produtos. À medida que surgem novas alternativas a produtos tradicionais, cresce também a necessidade de clarificar normas e procedimentos. Nesta situação, um passageiro foi surpreendido por uma hospedeira de bordo ao ser confrontado com uma exigência inesperada relacionada com a utilização de um produto popular.
Utilização de produtos com nicotina sem tabaco
Recentemente, um passageiro nos Estados Unidos partilhou a experiência de ter sido instruído por uma hospedeira de bordo para cuspir uma saqueta de nicotina durante um voo da companhia aérea Delta. O produto, que não contém tabaco, é uma alternativa moderna aos métodos tradicionais de consumo de nicotina.
Estas saquetas são colocadas entre o lábio e a gengiva, permitindo a absorção da substância pela mucosa oral, segundo o Daily Mail. A sua utilização não gera fumo, vapor ou cheiro, o que os torna, à partida, discretos e menos invasivos.
Apesar disso, têm surgido relatos de situações em que os passageiros foram abordados pela tripulação devido à utilização destes produtos.
Relato de uma situação a bordo
O passageiro, identificado como Aquahammer na plataforma Reddit, descreveu o episódio numa publicação, afirmando que estava na classe executiva quando foi abordado por uma hospedeira de bordo. Segundo o seu relato: “Trouxeram um copo e pediram-me para cuspir a minha saqueta de nicotina. Disseram que era por se tratar de um produto de tabaco. Não discuti e cumpri de imediato. Fiquei apenas a pensar se isto seria alguma regra da autoridade de aviação que eu desconhecia.”
De acordo com a mesma fonte, a publicação foi partilhada numa comunidade no Reddit, onde recebeu dezenas de comentários de outros utilizadores com opiniões e experiências semelhantes, evidenciando a falta de consenso sobre o tema.
Políticas das companhias e interpretações divergentes
Alguns participantes da discussão salientaram que a política da Delta proíbe o uso de “produtos de tabaco sem fumo”, o que poderá levar a confusões, dado que as saquetas como a Zyn não contêm tabaco. Um dos comentários referia: “A política da Delta proíbe produtos de tabaco sem fumo. A Zyn, claro, não é um produto de tabaco sem fumo (não tem tabaco), mas eu não ia ser picuinhas com a assistente de bordo. Por isso, mais vale ser discreto da próxima vez.”
Outros questionaram os critérios utilizados para determinar a proibição, argumentando que as saquetas não representam risco para os restantes passageiros nem criam incómodos visíveis, comparando-as com pastilhas elásticas.
Preocupações com a higiene e resíduos
Um dos argumentos apresentados em defesa da restrição, segundo a mesma fonte, refere-se à possibilidade de os passageiros deixarem copos com resíduos nos bolsos dos assentos, o que obriga a limpeza adicional por parte da tripulação. Como foi referido por outro utilizador: “Tenha ou não tabaco, obriga a cuspir para um frasco ou copo que pode entornar ou ser deixado no bolso do assento, que depois alguém tem de limpar. Por isso, não importa como se chama.”
Ainda assim, há quem defenda que a utilização destes produtos pode ser feita de forma discreta e sem causar transtornos, desde que longe da vista da tripulação.
Testemunhos noutros contextos de voo
Um passageiro referiu que, apesar de ter sido informado de que as saquetas não eram permitidas, a hospedeira de bordo não demonstrou intenção de o impedir, desde que usasse discrição. “Tive uma hospedeira que confirmou que as saquetas Zyn não são permitidas, o que achei estranho. Estava na Delta One e ela disse-me que não eram permitidas, mas que não se importava. Acho que só queria que eu as escondesse dos outros assistentes. Não percebo o porquê.”
Outro testemunho, vindo de um voo da United Airlines, destacou a presença de publicidade a este tipo de produto na revista de bordo: “Estive num voo da United há uns dias e a revista do banco da frente tinha um anúncio da Zyn. Dizia algo como ‘Pronto para voar’.”
Entre a regulamentação e a etiqueta
Conforme refere a fonte anteriormente mencionada, este caso insere-se num debate mais alargado sobre o comportamento a bordo, como também demonstrado por outras situações recentes envolvendo, por exemplo, a remoção de calçado durante o voo. A questão essencial continua a ser o equilíbrio entre o conforto dos passageiros, o respeito pelas normas das companhias e as condições de higiene e segurança em espaço partilhado.
Orientações em falta e decisões variáveis
Enquanto não existir uma regulamentação uniforme sobre o uso de saquetas de nicotina durante voos, a decisão final ficará, na prática, a cargo da tripulação. As experiências partilhadas demonstram que essa decisão pode variar, muitas vezes dependendo da interpretação individual de cada assistente de bordo. Dado o aumento do uso destes produtos, poderá vir a ser necessária uma clarificação mais concreta por parte das autoridades competentes ou das próprias companhias, segundo aponta o Daily Mail.
Adaptação por parte dos utilizadores
Enquanto tal não acontece, recomenda-se aos utilizadores de saquetas de nicotina que ajam com discrição e que respeitem sempre as orientações dadas pela tripulação. Em caso de dúvida, o melhor será questionar diretamente a companhia aérea antes do voo.
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